A Polícia Civil entregou à Justiça, no início da noite desta segunda-feira (4), o inquérito sobre as mortes dentro da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Evangélico, de Curitiba. O documento contém cerca de mil páginas e 32 horas de gravações. Além disso, mais de cem pessoas prestaram depoimentos à polícia sobre o caso.

A Promotoria de Proteção à Saúde Pública, do Ministério Público do Paraná, informou que começa a analisar o inquérito nesta terça-feira (5). O prazo legal para oferecimento de denúncia é de cinco dias, esgotando-se na próxima segunda-feira (11). Qualquer manifestação do MP-PR sobre o caso será feita somente após o término do prazo legal.

O advogado de defesa de Virgínia, Elias Mattar Assad, contava com o atraso no encaminhamento do processo para pedir a liberdade provisória da médica, que está presa desde o dia 19 de fevereiro. Seria o segundo pedido de liberdade, já que outra petição de habeas corpus já corre na Justiça. Assad espera que ele seja julgado na quinta-feira (7).

Sobre os prontuários de pacientes que constam no inquérito, a médica disse, segundo o advogado, que não há nada de errado. “Ela disse que pode mostrar para qualquer médico do mundo, que vai ver que não tem absolutamente nada errado nos prontuários”, contou Assad ao G1/PR.

O Caso

A diretora médica da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Evangélico, o segundo maior de Curitiba, foi presa no dia 19 de fevereiro. Virginia Helena Soares de Souza foi detida em operação que investiga a prática de eutanásia –indução de pacientes à morte a pedido ou com o consentimento deles.

Após a prisão dela, outros quatro funcionários também foram detidos. De acordo com a Secretaria de Justiça, a Dra. Virginia, a médica Maria Israela Boccatto, e a enfermeira Lais da Rosa dividem a mesma cela, no Presídio Feminino de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba. Já os médicos Edison Anselmo e Anderson de Freitas estão na Casa de Custódia de Piraquara, também em uma mesma cela.

Com informações do G1/PR