Divulgação PC
Delegado chefe da PC-PR Marcos Micheloto e a delegada do Nucrisa, Paulo Brizola

O Departamento da Polícia Civil emitiu nota no final da tarde desta quinta-feira (28) informando que não partir da delegada Paula Brisola, titular do Nucrisa, a transcrição de uma das gravações das investigações das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) do Hospital Evangélico, em que aparecia a palavra “assassinar” no lugar do correto que era “raciocinar”. Todo o noticiário de quarta-feira foi dominado por este trecho das interceptações de conversas da médica Virginia Soares de Souza pelos ramais da UTI, feita pela polícia com ordem judicial. A médica é acusada de antecipar mortes de pacientes terminais internados. A frase era “a cabeça tranquila para assassinar”. Mas a palavra correta era raciocinar no lugar de assassinar.

A nota da Polícia Civil diz: “O Departamento da Polícia Civil informa que a delegada Paula Brisola, titular do Nucrisa, não pode comentar nada sobre as interceptações telefônicas feitas no caso da UTI de um grande hospital de Curitiba pelo fato das interceptações, assim como todas as interceptações telefônicas feitas em investigações policiais do Brasil, estarem sob sigilo legal. Todavia, informa também que, se alguém tomou conhecimento de parte do inquérito, via advogados de defesa e nunca Polícia Civil, já a instituição não abriu nada para a imprensa, vai notar que há nos autos uma corrigenda substituindo o verbo “assassinar” por “raciocinar”.

O Departamento da Polícia Civil informa também que todos os mandados de prisão expedidos pela Justiça neste caso, até o momento, foram concedidos devido à análise de um inquérito com cerca de mil páginas e não por um verbo, como tenta provar o advogado de defesa de uma das suspeitas”, encerra a nota.

Prisões

A médica Viriginia Soares de Souza, chefe da UTI do Evangélico, foi transferida na noite de quarta-feira para a Penitenciária Feminina de Piraquara, ao lado da médica Maria Israela Boccato, que é sócia da Dra. Virginia em uma empresa do setor médico. Também permanecem detidos os anestesistas Edison Anselmo e Anderson de Freitas e uma enfermeira. Eles tiveram a prisão temporária (por 30 dias) decretada pela Justiça. Todos negam as acusações.