Da Redação com PMPR

29-de-abril

Confusão deixou mais de 200 pessoas feridas. (Foto: Juliano Cunha – Banda B)

Seis policiais militares – quatro oficiais e dois praças – foram indiciados durante o procedimento que investigou a confusão ocorrida no Centro Cívico, em Curitiba, no dia 29 de abril deste ano. O Inquérito Policial Militar (IPM) foi concluído e enviado para a Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual (VAJME) nesta sexta-feira (23).

O coronel Carlos Alberto Bührer Moreira, encarregado das investigações, juntamente com uma equipe especializada, ouviu 472 pessoas entre civis e militares estaduais, que estiveram no local naquela tarde. O IPM levou pouco mais de cinco meses para ficar pronto “devido à sua amplitude”, segundo a polícia.

Na ocasião, os professores da rede estadual, que estavam em greve, tentaram entrar na Assembleia Legislativa Paraná, em uma manifestação contra a lei que previa mudanças na ParanáPrevidência – e que estava sendo votada pelos deputados.

De acordo com o Comando Geral da Corporação, algumas condutas puderam ser individualizadas e, após o encerramento do trabalho, seis militares estaduais foram indiciados. “Para a Polícia Militar o fato se reveste de grande relevância institucional, social e comunitária e, por isso, o IPM foi feito e analisado com muita cautela e responsabilidade”, afirmou o Comandante-Geral da PM, coronel Maurício Tortato.

No decorrer dos meses de investigação, foram identificadas as pessoas feridas durante o ato, tanto civis quanto militares. “A maioria absoluta dos casos constatados, por meio dos laudos periciais, apontou lesões levíssimas e leves. Até o momento, nenhuma ocorrência detectada foi de natureza grave. Além disso, nenhum dos casos resultou em sequelas incapacitantes para as pessoas envolvidas”, disse o Comandante Geral.

Para a identificação das pessoas ofendidas, o encarregado pelo IPM levou em consideração listas com nomes oriundas do SAMU, do Corpo de Bombeiros, do Ambulatório da Assembleia Legislativa, da Corregedoria-Geral da Polícia Militar, do Inquérito da Polícia Civil, dos Boletins de Ocorrência registrados na data do fato, do Serviço de Inteligência da PM, do Ministério Público e da Prefeitura Municipal de Curitiba, as quais ofereciam informações sobre os possíveis participantes do evento e, portanto, foi preciso, em muitos casos, um aprofundamento por parte da equipe do IPM, para encontra-las. Também foram apurados todos os fatos divulgados à época.

O documento final, instaurado em 30 de abril de 2015, possui 29 volumes com mais de 5.800 páginas, o qual contém laudos e outros documentos comprobatórios em impresso, áudio e vídeo sobre os fatos. O relatório final, por sua vez,é composto por 134 páginas e dividido em uma parte expositiva e outra conclusiva.

Para a composição do documento, o encarregado pelo IPM, juntamente com sua equipe, ouviu pessoalmente as partes envolvidas nos fatos, inclusive as do interior do Estado.