Do MPF

A pedido da Força Tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal (MPF), novos mandados de busca e apreensão foram expedidos em endereços comerciais e residencial de pessoas ligadas ao ex-diretor de abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa. O cumprimento dos mandados ocorreu nesta sexta-feira (22) pelo Departamento de Polícia Federal após autorização concedida pela 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, com base em provas, trazidas pelo Ministério Público Federal, de que empresas registradas em nome terceiros poderiam estar sendo utilizadas por Paulo Roberto Costa no recebimento de valores de construtoras e empresas do setor petroquímico que celebraram contratos com a estatal Petrobrás.

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Foto: Juliano Cunha – Banda B

Após decisão judicial que determinou o afastamento do sigilo fiscal de Paulo Roberto Costa e de seus familiares, constatou-se que Paulo Roberto Costa teria, no ano de 2013, contraído empréstimo de R$ 1,9 milhões de Marcelo Barboza Daniel. Também verificou-se que Humberto Sampaio de Mesquita, genro de Paulo Roberto Costa, declarou, no ano de 2012, ter recebido doação de R$ 1 milhão de Marcelo Barboza Daniel.

Diante disso, Marcelo Barboza Daniel e empresas constituídas em seu nome passaram a ser objeto de investigação pelo MPF. Assim, constatou-se que diversas empresas de consultoria de Marcelo Barboza Daniel e de Humberto Sampaio de Mesquita, sendo uma de sociedade comum entre ambos, seriam sediadas no mesmo endereço e seus clientes consistiriam, basicamente, em construtoras contratadas para a realização de obras pela Petrobrás e empresas do setor petroquímico. Assim, o suposto empréstimo e a doação já referidos poderiam servir para justificar o repasse de valores de propina para Paulo Roberto Costa.

Entre as diversas empresas clientes das empresas de Marcelo Barboza Daniel e de Humberto Sampaio de Mesquita, confirmou-se haver correspondência com documentos apreendidos com Paulo Roberto Costa, como o relatório que se acredita tratar de informação do doleiro Alberto Youssef sobre valores de Paulo Roberto Costa sob sua administração e a planilha manual em que Paulo Roberto Costa buscava “colaborações” de empresas.