O comandante do Corpo de Bombeiros do Paraná, coronel Luiz Henrique Pombo do Nascimento, afirmou nesta segunda-feira (18/02), durante audiência na Assembleia Legislativa, que os pedidos de vistorias em estabelecimentos comerciais e casas noturnas cresceram 60% no Estado após a tragédia ocorrida em Santa Maria (RS).

O coronel destacou que 270 bombeiros estão destacados para realizar vistorias no Paraná. Além disso, parte do efetivo em serviço nos quartéis também está atendendo à demanda. “A ampliação do efetivo vai reduzir significativamente o tempo para a realização de vistorias”, disse.

Pombo ressaltou que as contratações de novos bombeiros militares autorizadas pelo governador Beto Richa vão reforçar todos os serviços prestados pela corporação. Em dois anos, foi autorizada a contratação de 1.228 novos soldados. A primeira turma de 409 se forma no início de março.

O Corpo de Bombeiros conta hoje com um contingente de 3.392 profissionais em todo o Estado e a meta é chegar a 4.251 integrantes até meados do ano que vem. “O governo estadual não contratava novos bombeiros há seis anos”, afirmo o comandante.

CÓDIGO – Durante a sessão, o comandante destacou também as normas do Código de Prevenção da corporação, que são adotadas para avaliar locais de aglomeração de público. Pombo afirmou que quando o instrumento entrou em vigor, no início do ano passado, foi criticado por proprietários de estabelecimentos. “Ele é rigoroso, mas o objetivo final é preservar vidas humanas”, disse. O código recebeu revisão recente que o torna referencial, junto com São Paulo, para os demais estados brasileiros.

Segundo o coronel, a legislação paranaense é totalmente diferente da do Rio Grande do Sul. “Lá as vistorias são solicitadas depois que os estabelecimentos começam a funcionar. Aqui, eles só podem começar a funcionar após serem vistoriados pelo Corpo de Bombeiros”, explicou.

Ainda assim, o comandante disse que conta com o apoio do Legislativo estadual para transformar em projeto de lei as normas de prevenção, de modo a evitar que os trabalhos do Corpo de Bombeiros possam ser suspensos por liminares judiciais, como ainda ocorre atualmente.