O uso de andadores entre crianças de 6 meses a 1 ano e meio está sendo abolido pela Sociedade Brasileira de Pediatra (SBP) em uma campanha nacional que começa nesta semana. Os médicos acreditam que o uso do andador põe em risco a vida e o desenvolvimento da criança.

Embora popular no Brasil, o andador não é recomendado pelos pediatras porque atrasa o desenvolvimento psicomotor da criança. Segundo a SBP, bebês que utilizam andadores levam mais tempo para ficar de pé e caminhar sem apoio. Além disso, engatinham menos e têm escores inferiores nos testes de desenvolvimento.

O mais agravante é o perigo de queda. Segundo a pesquisadora sueca Ingrid Emanuelson, uma análise publicada considerou que o andador é o produto infantil mais perigoso, seguido por equipamentos de playground. A cada ano são realizados cerca de dez atendimentos nos serviços de emergência para cada mil crianças com menos de um ano de idade, provocados por acidentes com o andador.

No Canadá, segundo a entidade, desde 2007 é proibido vender, importar e fazer propaganda de andador para bebês no Canadá. “É verdade que o andador confere independência à criança. Contudo, um dos maiores fatores de risco para traumas em crianças é dar independência demais numa fase em que ela ainda não tem a mínima noção de perigo. Colocar um bebê de menos de um ano num verdadeiro veículo que pode atingir a velocidade de até 1 m/s equivale a entregar a chave do carro a um menino de dez anos. Crianças até a idade escolar exigem total proteção”, diz a entendida.