O presidente da Fundação Cultural de Curitiba (FCC), Marcos Cordiolli, e um representante do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) participam nesta quarta-feira (27) de uma reunião na Câmara Municipal para discutir a revitalização do Passeio Público com integrantes da Comissão de Urbanismo e Obras Públicas. Dentre as propostas para revitalização para o Passeio – o parque mais antigo da cidade, inaugurado em 1886 – está um projeto de um museu a céu aberto.

“Devido ao grande fluxo de pessoas por lá, poderíamos ter, por exemplo, mostras de fotografia, como as que são feitas no Jardim de Luxemburgo, em Paris”, explica Cordiolli.

A Fundação planeja, ainda, a abertura do espaço para exposições ao ar livre e apresentações de grupos musicais e de teatro de rua, como costumava acontecer na década de 1990. Outras propostas para o Passeio Público são a reforma do aquário, que passaria a contar com a fauna e a flora das cinco bacias hidrográficas do Paraná, além da revitalização do espaço de shows e do antigo restaurante que funcionava no local.

As propostas foram apresentadas ao Ippuc e nasceram em apoio ao movimento iniciado nas redes sociais que propõe a retomada do Passeio como um espaço de lazer, esporte e cultura.

“Já avaliávamos alguns projetos culturais para o Passeio, mas a união de esforços vai ampliar esta discussão e possibilitar que novas ideias sejam incorporadas”, afirma Cordiolli.

O presidente revela, ainda, que está sendo preparado um estudo na Fundação para rever a utilização de diversos prédios e espaços culturais do Centro. Entre eles estão os teatros Guaíra, os prédios históricos dos Correios e da Universidade Federal do Paraná, na praça Santos Andrade, o calçadão da rua XV, a rua Riachuelo (que receberá um cinema e um espaço cultural no antigo Quartel), além do Largo da Ordem, da Cinemateca e do Passeio Público. “A ideia é que todo o conjunto arquitetônico funcione como espaço cultural”, conta Cordiolli.