Um levantamento do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran) revela que 2,7 mil novas motoristas mulheres conquistaram a permissão para dirigir no mês de fevereiro deste ano. Este número representa 47,7% do total de condutores com a primeira habilitação, que é de 5,6 mil.

O número de mulheres ao volante no Paraná aumentou 7,2% em 2012 e elas já correspondem a mais de 32% do total de condutores paranaenses. Em dezembro de 2012 foram contabilizadas mais de 1,5 milhão de condutoras aptas a dirigir no Estado.

“O crescimento do número de mulheres no trânsito é uma tendência. Elas estão aprendendo a dirigir por conta da inclusão no mercado de trabalho, para poder atender a família, para poder levar os filhos à escola. O crescimento do poder de consumo, que permite que hoje várias famílias tenham mais de um veículo também é uma justificativa”, explica o diretor-geral do Detran, Marcos Traad.

Cassia Colaço, que é estudante e tem 18 anos, está no início do processo para conseguir a permissão para dirigir. A busca pela independência é o principal motivo para virar motorista. “Não ter que depender do marido para levar e buscar dos lugares foi o que mais me motivou. Logo começarei a trabalhar e precisarei usar o carro”, conta.

Já Daniele Gonçalvez, de 31 anos, resolveu ser motorista por exigência do trabalho. “Hoje eu vou dar entrada para pegar minha Carteira Nacional de Habilitação definitiva e estou muito feliz por isso. Além de ajudar no trabalho, eu conquistei maior liberdade e ainda posso passear com meu filho e leva-lo na escola”, comenta.

Elizabeth Passinatto já é habilitada há 35 anos e hoje, com 55 anos de idade, é considerada a motorista da família. “Levo e busco minha filha no trabalho todos os dias, dou carona para o marido e vou para o trabalho. Durante todo o trajeto tenho observado muito o comportamento das mulheres motoristas. Muitas são nervosas, mas eu aprendi a ser tolerante e respeitar”, afirma.

“As mulheres costumam ser mais conscientes e adotam uma postura mais segura no trânsito. A maioria não se arrisca a beber e dirigir, fazer manobras perigosas e pilotar moto sem capacete, por exemplo. A prudência feminina é modelo para os demais motoristas”, avalia o coordenador de Educação para o Trânsito do Detran, Juan Ramon Soto Franco.