Foi instalada em Curitiba nesta segunda-feira (25) a primeira unidade de coordenação de projetos da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) no Brasil. O Paraná foi escolhido como sede desta unidade, que vai responder pelos três estados do Sul. O escritório fica no Instituto Emater, na capital, e contará com uma representação no Parque Tecnológico da Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu. O extensionista Carlos Antonio Ferraro Biasi, do Instituto Emater, responderá pelo escritório.

A solenidade de instalação contou com a presença do secretário estadual da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara; do diretor presidente do Instituto Emater, Rubens Niederheitmann; do diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek, e do secretário nacional da Agricultura Familiar, Valter Bianchini.

O objetivo da unidade da FAO é levar para outros estados e países os projetos bem sucedidos executados nos três estados da região Sul. O escritório terá orçamento de 320 mil dólares por ano – 200 mil aportados pela Agência Brasileira de Cooperação e o restante pela Itaipu Binacional.

O representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic, disse que instalação da FAO é um momento histórico para a instituição e para o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. “Até hoje a FAO só tinha escritórios em capitais federais. Esta é uma experiência piloto que pode ser levada para outros estados do Brasil”, afirmou Bojanic. Ele citou os trabalhos de manejo de solo e água, a experiência do cooperativismo e os projetos de segurança alimentar que conseguiram bons resultados no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná e podem ser multiplicados em outras regiões e países.

IMPORTÂNCIA – O secretário Norberto Ortigara, observou que a escolha da região para o investimento da FAO está relacionada à importância agrícola do Paraná e às experiências positivas que o estado executa no desenvolvimento sustentável. Segundo o secretário, o Paraná tem boas parcerias com o governo federal, os governos estaduais e os municípios, além das ONGs, que tornam possível a inclusão social e oportuniza o acesso aos alimentos por parte da população carente.

O secretário nacional da Agricultura Familiar, Valter Bianchini, ressaltou que a ideia de um escritório da FAO no Paraná é antiga e sua instalação é fruto da união dos esforços dos municípios, do Estado e do governo federal. “O Paraná é um laboratório a céu aberto, com experiências que podem ser aplicadas em outros países, como o cooperativismo e as compras institucionais que hoje fornecem alimentação a escolas e instituições de assistência social”, afirmou ele.

Segundo Carlos Ferraro Biasi, que vai responder pela unidade da FAO em Curitiba, o escritório pretende identificar e cadastrar as experiências que existem nos três estados da Região Sul do país. “Vamos trabalhar para que esses projetos sejam ofertados para outros países da América Latina e da África. Também há a possibilidade de intercâmbios para capacitação de técnicos de outros países. O Parque Tecnológico de Itaipu vai oferecer a possibilidade de aprendizagem presencial e à distância”, concluiu.

Para Biasi, a escolha do Paraná se deveu ao bom relacionamento do Paraná com a FAO, além dos resultados de trabalhos executados no estado como o Água Boa, desenvolvido pela Itaipu Binacional, ou na área de segurança alimentar. Ele acrescentou, ainda, que a unidade deve concentrar esforços nos trabalhos de sanidade animal e vegetal, energias renováveis, agricultura familiar e preservação dos recursos naturais.