O Paraná Competitivo é um marco na história da industrialização do Estado, na avaliação do secretário da Fazenda, Luiz Carlos Hauly. Ele adiantou que o momento “o programa já atraiu 120 empresas, responsáveis por investimentos da ordem de R$ 20 bilhões e a geração de 136 mil empregos diretos”.

Ao falar sobre o programa, nesta terça-feira (23), para auditores fiscais da Receita Estadual, durante a abertura do III Seminário do Fisco Paranaense, Hauly enfatizou que o Governo tem obtido sucesso em levar empreendimentos para todas as regiões. “Do total de investimentos atraídos para o Paraná até agora, 33% se situam em Curitiba e região metropolitana, enquanto 67% estão distribuídos pelo interior do Estado”, informou.

Para ilustrar o propósito do Governo Beto Richa, o secretário da Fazenda disse que o maior investimento por empresa é o da Klabin, em Ortigueira, com R$ 6,8 bilhões na indústria de celulose e mais R$ 1,2 bilhão na máquina de cartões. “Este é o maior investimento privado da história do Paraná”, acrescentou.

Hauly enfatizou que as plantas industriais da Klabin irão beneficiar mais 11 municípios próximos de Ortigueira, na região que concentra o menor índice de desenvolvimento humano (IDH) paranaense. Atrás do investimento industrial privado, irão as ações do governo estadual em educação, preparação de mão-de-obra, saúde e segurança entre outros.

“Portanto, quando se fala em instalação de indústrias em determinada cidade ou região carente é preciso entender que o Governo do Estado também leva investimentos nas diversas áreas para atendimento à demanda por serviços e infraestrutura pela população e pelo empreendimento, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico da região”, esclareceu Hauly.

CREDIBILIDADE – O secretário destacou, ainda, que o sucesso do programa Paraná Competitivo junto aos investidores, além dos atrativos como os incentivos fiscais, é decorrente da “segurança jurídica e credibilidade política proporcionada pelo Governo Beto Richa”.

CIDADANIA – Na abertura do evento, o secretário Hauly enfatizou a importância do trabalho e do empenho dos auditores fiscais para que o Estado possa cumprir com seus compromissos com a sociedade, por meio do combate à sonegação e o aumento da arrecadação. “Vocês representam a força do Fisco, responsável pelo provimento dos recursos necessários para que o governo cumpra com suas obrigações junto ao Estado, junto à sociedade paranaense”, disse.

O presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita do Paraná (Sindafep), Agenor Carvalho Dias, disse que as ações do auditor fiscal, no cumprimento de seu dever, acabam refletindo sobre a sociedade, porque o imposto que ela gera é aplicado em benefício da população.

Dias enfatizou que também é papel da categoria, por exemplo, se esforçar para que os contribuintes destinem 6% do Imposto de Renda devido para a Associação Paranaense de Apoio à Criança com Neoplasia (APACN). “Ao exercer a solidariedade com este gesto, o contribuinte faz com que o dinheiro do imposto fique no Paraná e movimente a economia de nosso estado. Ao contrário, se vai para Brasília, não retorna”, acrescentou.

O presidente da Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco), Manoel Santos Neto, destacou que o auditor “não é apenas fiscal, do ponto de vista do profissional responsável pela arrecadação, mas também ser fiscal da boa aplicação dos recursos proporcionados pelos tributos em benefício da população, na forma de serviços cada vez melhores. E isto é exercício da cidadania”.

Promovido pelo Sindafep, em parceria com a Escola de Administração Tributária (ESAT), da Coordenação da Receita Estadual, o III Seminário do Fisco Paranaense se encerra nesta quarta-feira (24). Também participaram da abertura dos trabalhos, o diretor geral da Secretaria de Estado da Fazenda, Clovis Rogge, e a coordenadora da Esat, Nilce Costa Nascentes.