Com a chegada das temperaturas mais frias, começa a aumentar o número de casos de gripe no Estado. Até agora já foram registrados 39 casos da doença, sendo que as regiões que concentram o maior número de ocorrências são Curitiba e Região Metropolitana (9 casos), Maringá (8 casos), Foz do Iguaçu (8 casos) e Londrina (6 casos).

Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, os dados servem de alerta para as pessoas que têm direito à vacina na rede pública e ainda não se imunizaram. “A campanha de vacinação foi estendida até 30 de abril, mas quanto mais precoce for a aplicação da vacina, mais cedo a pessoa terá imunidade”, explicou.

A vacina demora pelo menos 15 dias para fazer efeito e concede imunidade para três subtipos do vírus da gripe: Influenza A H1N1, Influenza A H3N2 e Influenza B. Somente neste ano já foram confirmados 19 casos de Influenza A H3N2, 12 do subtipo B, seis de A H1N1 e dois do subtipo A, sem tipologia determinada.

Os dados são resultado de um monitoramento realizado pela Secretaria da Saúde em parceria com unidades sentinela – secretarias municipais de saúde e hospitais de referência. As amostras são coletadas de casos suspeitos e analisadas pelo Laboratório Central do Estado.

BALANÇO – Até o final da tarde desta terça-feira (23) o Paraná já havia alcançado 52% da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde para a campanha de vacinação. Com isso, o Estado tem a terceira melhor cobertura vacinal do país, mas os números estão aquém do esperado. Até agora 1,1 milhão de pessoas já foram imunizadas no Paraná.

PREVENÇÃO – Além da vacinação, a população tem outras alternativas para se prevenir da gripe. A higiene constante das mãos é a principal recomendação dos médicos. Manter os ambientes arejados e as superfícies sempre limpas também ajudam a evitar a transmissão da doença.

A Secretaria da Saúde também orienta que pessoas que apresentarem sintomas típicos de gripe, como febre acompanhada de tosse e/ou dor de garganta, procurem um serviço de saúde o mais rápido possível. “Os profissionais de saúde já estão orientados a administrar o medicamento antiviral em todos os casos suspeitos de gripe, diminuindo as chances dos casos evoluirem para a forma grave da doença”, afirma Sezifredo.