A exposição “8+” – composta por obras de artistas contemporâneos de origem portuguesa – será aberta nesta terça-feira (30), às 19h00, no Palacete dos Leões, Espaço Cultural do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), em Curitiba. A mostra reúne trabalhos de diferentes estilos dos artistas Franchini, Mafalda Mendonça, Filipa Sottomayor, Abreu Pessegueiro, Emília Viana, Gracinda Candeias, Roberto Chichorro e Mario Vitória e pode ser visitada até 17 de maio. A entrada é gratuita.

Cada um dos oito artistas possui estilo próprio e original. Há desenhos, técnica mista sobre papel, colagens, acrílico, abstracionismo, surrealismo. A diversificação de materiais e temas é o grande destaque das obras expostas.

Segundo Franchini, curador e artista da exposição, não existe nada em comum nas obras dos oito artistas. “Somos artistas contemporâneos de origem portuguesa, mas realmente não existe mais nada em comum em nossas obras. Nasceu a ideia de juntarmos as sinergias de artistas bons e de diversos pontos geográficos de Portugal. Alguns são artistas consagrados e outros são jovens promessas da arte portuguesa. O nome da exposição surgiu porque somos oito e somos mais”, comentou.

Para o curador, a importância dessa exposição está no intercâmbio cultural entre os países. “É meu desejo que esta exposição se torne, para estes artistas já com tanto sucesso em Portugal, um momento marcante no Brasil”, informou.

OS “8+” – De descendência italiana, Franchini nasceu no Porto, em 1959, com grande influência nas artes de sua bisavó, que possuía um atelier de pintura. Fez curso de gestão e pós-graduação em gestão empresarial e marketing, mas não guarda grandes recordações da carreira. Logo após a morte de seu pai, Franchini fez um curso intensivo de desenho figurativo e outro de cerâmica, que possibilitaram o seu contato definitivo com a arte.

Assim surge a Franchini’s Galeria, um espaço de arte em Miguel Bombarda, que rapidamente entrou no roteiro das artes da cidade. Mais tarde, em conjunto com quatro amigos, formou a prestigiada a Ap’Arte Galeria, onde acontecem exposições de figuras consagradas da arte portuguesa e estrangeira e, também, de jovens talentos são lançados. Atualmente, Franchini vive no Porto e é membro da Associação Nacional dos Artistas Plásticos Portugueses (ANAP), diretor Cultural para Portugal da Up’Art Brasil, e membro da Associação Portuguesa de Galerias Arte.

O próprio Franchini e Roberto Chichorro trazem a Curitiba uma série de trabalhos de diversos temas sobre papel. “Roberto Chichorro vai apresentar um par de desenhos acrílicos em papel, sobre o tema África, onde expressa toda a magia da sua meninice retratando nas suas telas bichos, pássaros, gaiolas, música e encantos”, disse Franchini.

Os trabalhos de Filipa Sottomayor e Emília Viana são feitos com colagens. Filipa é uma artista do Sul de Portugal, que em 2007 ganhou grande visibilidade por meio de um site. A partir de então, dedica-se exclusivamente à criação artística, tendo no currículo um vasto número de exposições e ilustrações de livros. Duas obras de colagens sobre papel que fazem parte de sua coleção privada vão se juntar aos outros trabalhos que serão expostos no Palacete dos Leões. Emília também traz duas obras com técnica mista de colagens. “Ela trabalha também a colagem em cerâmicas, dá cursos e participa de bienais utilizando com destreza e primazia as colagens”, disse o curador.

Mafalda Mendonça revela suas origens em traços. Como arquiteta e professora de dança, a jovem artista fez um conjunto de obras que expressam o movimento. O percurso de formação, que desde cedo a colocou em contato com a arte nas suas diversas expressões, permitiu que a dança e as artes visuais fossem selecionadas em primeiro plano. “Mafalda começou a expor em 2009, no Circuito de Miguel Bombarda, um dos mais exigentes da arte em Portugal. Desde então têm sido selecionada para diversos concursos de pintura como, por exemplo, o mais recente em Paris”, apontou Franchini.

Nascida em Angola, em 1947, Gracinda Candeias faz parte de uma tradicional geração de pintores de origem portuguesa. A artista usa o grafite e a aquarela para traduzir o seu abstracionismo e já fez várias exposições individuais em diversos países de língua portuguesa e também na China.

Mário Vitória, outro artista jovem do Porto, pinta o surrealismo e, segundo Franchini, tem pela frente um grande percurso no meio artístico português. ”Suas obras estão começando a ser valorizadas e bem cotadas. É ainda jovem, mas bastante promissor”, revela Franchini.

Abreu Pessegueiro, também renomado no cenário português, é um artista figurativo, que vai expor três trabalhos em acrílico sobre papel. “Pessegueiro retrata o seu Porto e pinta como ninguém. Nos seus traços notam-se perfeitamente que é arquiteto de raiz”, assinalou o curador.

BRASIL E PORTUGAL – A criação da mostra em Curitiba aconteceu a partir de um convite de Juliane Fuganti, artista e professora da Faculdade de Música e Belas Artes do Paraná (Embap). A exposição também faz parte do Ano de Portugal no Brasil, uma iniciativa que começou em 7 de setembro de 2012, dia da Independência do Brasil, com término no dia 10 de junho de 2013, dia Nacional de Portugal. A ideia conjunta dos governos de ambos os países constituiu o Ano de Portugal no Brasil e o Ano do Brasil em Portugal, com uma programação que compreende iniciativas culturais e empresariais em diversas cidades brasileiras e portuguesas.

Serviço

Exposição: “8+”.

Abertura: 30 de abril, às 19h.

Visitação: de 2 de maio a 17 de maio, de segunda a sexta-feira, das 12h30 às 18h30.

Entrada: gratuita.

Endereço: Palacete dos Leões – Avenida João Gualberto, n.º 570, Alto da Glória, Curitiba

Estacionamento: próprio e gratuito.