Por Elizangela Jubanski e Geovane Barreiro

Pais de alunos de uma escola estadual no bairro Campo Comprido, em Curitiba, acusam a União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES) de arrecadar dinheiro dos estudantes e sumir sem entregar o documento. De acordo com a denúncia feita pela Associação de Pais e Mestres (APM) da escola, dois funcionários cobraram a quantia de R$ 20 de cada aluno na promessa de fazer a carteirinha de estudante dos alunos, prometeram voltar no dia seguinte para a foto e desapareceram. Eles arrecadaram cerca de R$ 1,2 mil há três meses e não voltaram mais. A UPES afirma que também foi vítima do golpe dos dois funcionários, que hoje não trabalham mais na entidade.

O presidente da Associação dos Pais e Mestres, Jeferson Alfini, procurou a Banda B com documentos e a relação dos alunos que foram fraudados. De acordo com ele, esses dois funcionários foram até a escola no início do mês de maio. “Eles deixaram um folder, as crianças preencheram e entregaram R$ 20. Eles voltariam no dia seguinte para tirar fotos dessas crianças que pagaram e arrecadar mais dinheiro dos interessados”, contou Jeferson.

Os dois funcionários da UPES não voltaram mais à escola. Pais, professores e a direção tentam entrar em contato com representantes da União, mas não conseguem. “Eu tento falar com a presidente diversas vezes, nunca consigo, dá desligado ou chama até cair na caixa postal. Assim acontece também com outros dirigentes da União. Ninguém nos retorna e eu não consigo contato com ninguém”, explica o presidente. A reportagem também tentou entrar em contato com a presidente Camila Lanes, mas o telefone divulgado na página oficial da APES está constantemente desligado.

Segundo o presidente da APM, os dois funcionários da UPES disseram, por meio de mensagens de celular, que não fazem mais parte do quadro de funcionários da instituição. “Eles disseram que estavam vendo a situação com o pessoal da UPES. Mas, a presidente me disse, também por mensagem, que era para a gente sentar e conversar. Eles estão sabendo o que está acontecendo”, revela.

A Secretaria de Educação informou à escola que o nome desses dois funcionários da UPES não constava no cadastro de liberação para entrada em colégios estaduais. Entretanto, a direção informa que eles tinham todas as identificações da União.

Resposta

Para a Banda B, a UPES informou que não vai se manifestar oficialmente até resolver a situação com a escola estadual, mas confirmou que os dois funcionários trabalhavam em outro setor e realizaram a arrecadação. A UPES informou também que entrou com uma ação contra esses dois funcionários e disse que a instituição não confecciona carteirinhas de estudantes há, pelo menos, um ano.