Por Felipe Ribeiro e Felipe Dutra

As obras de ampliação da Arena da Baixada para a Copa do Mundo foram embargadas no final da tarde desta terça-feira (1). A decisão judicial aconteceu após um pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT) do Paraná, alegando falta de equipamentos de segurança para os operários que trabalham no local. A solicitação tomou por base um relatório do Grupo Móvel de Auditoria de Condições de Trabalho em Obras de Infraestrutura (GMAI), subordinado ao MPT, que registrou 208 autos de infração durante visita de fiscalização ao estádio.

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Foto: Divulgação Arena/Cap/SA

O pedido havia sido recusado pelo superintendente regional do Trabalho e Emprego no Paraná, Neivo Beraldin, que afirmou à reportagem da Banda B, que o Atlético havia se comprometido e já teria executado melhoria nas condições de trabalho dos funcionários. “Essa obra é de uma magnitude imensa para a população do Paraná, não se pode embargá-la toda hora, já que existe um prazo apertado para a Copa do Mundo. Se ela é parada, os funcionários teriam que trabalhar em um dia de chuva, por exemplo, o que traz muito mais perigo”, afirmou.

As infrações registradas pelo GMAI dizem respeito, basicamente, a falta de proteções coletivas que evitem o risco de quedas de materiais e de trabalhadores, instalações elétricas temporárias, escavações sem o devido escoramento e andaimes sem piso completo.
A CAP/SA, empresa que comanda as obras, ainda não se pronunciou sobre o assunto.