Da Redação

Foto: Divulgação Polícia Civil

Foto: Divulgação Polícia Civil

O Departamento da Polícia Civil (DPC) informou em nota na tarde desta quinta-feira (11) que afastou temporariamente das funções policiais na Região Metropolitana de Curitiba, o delegado Agenor Salgado Filho, e o delegado Silvan Rodney Pereira. Ambos foram os responsáveis pelo Caso Tayná.

Quem assumirá a Divisão de Polícia Metropolitana, no lugar de Salgado Filho, é o delegado Jairo Estorilio, que estava lotado no 1º Distrito Policial. E a delegacia do Alto Maracanã, até então comandada por Pereira, terá como titular o delegado Erineu Sebastião Portes, que acumulará a função com a Delegacia de Colombo/Sede.

O DPC também informou que o afastamento dos delegados é que para as investigações sobre o caso da menina Tayná Adriane da Silva, 14 anos, ocorram de forma transparente e sem interferências.

Justiça Federal

Hoje, a Ordem dos Advogados do Brasil seção do Paraná (OAB-PR) anunciou que irá solicitar que as investigações referentes às denúncias de tortura aos quatro suspeitos acusados do assassinato da adolescente sejam investigadas pela Justiça Federal.  As investigações apontavam que Sérgio Amorin da Silva Filho, de 22 anos, Paulo Henrique Camargo Cunha, 25, e Adriano Batista, 23, teriam matado a garota após manterem relações sexuais forçadas com ela, mas o último laudo não encontrou sêmen de nenhum deles na calcinha da menina Tayná.

A OAB disse ainda que irá designar os presidentes das Comissões de Defesa dos Direitos Humanos, Advocacia Criminal e Defesa das Prerrogativas Profissionais da OAB para acompanhar as investigações do homicídio, visando colaborar com o rápido esclarecimento do crime.

Ontem o advogado de defesa dos suspeitos afirmou que os quatro serviram de bode expiatório da polícia em um momento em insegurança da população. “Eles são todos inocentes e não tiveram participação nenhuma neste caso. Eles são pobres e trabalham em um parque de diversão decadente, mas isso não os torna criminosos. Eles moram dentro do trailer no próprio parque, não ganham bem, então isso, aumentou a expectativa da polícia em incriminá-los”, afirmou.