O vereador Paulo Rink (PPS) propôs durante esta última semana um projeto de lei que obrigaria os motoristas de ônibus do transporte coletivo de Curitiba, mas acabou sendo alvo de muitas críticas, inclusive por parte do Sindicato dos Motoristas e Cobradores (Sindimoc). De acordo com o presidente da entidade, Anderson Teixeira, o sindicato é favorável a Lei Seca, mas acredita que obrigar o uso do bafômetro marginaliza o trabalhador.

“Não podemos deixar que haja marginalização, pegar um segmento da sociedade e impor essa obrigatoriedade é isso. Nos últimos cinco anos nenhum motorista que se envolveu em acidentes estava embriagado, não há motivação para se exigir isso”, afirmou.

Em nota, o Sindimoc informou que é favorável à aplicação da lei de trânsito, como é realizado atualmente em todos os condutores de veículos, porém desfavorável que seja criada uma lei que seja focada apenas em uma categoria de motoristas profissionais, que é o operador no sistema do transporte coletivo da capital.

Segundo Teixeira, o sindicato gostaria que os vereadores procurassem soluções para o transporte coletivo principalmente baseado nas denuncias que mostramos na Audiência Pública, acontecida no último dia 22. “Eles deveriam dar mais atenção e achar soluções, como por exemplo, em relação a segurança dos motoristas, cobradores e usuários do transporte em dias de jogos, que é um problema crônico e recorrente e que se providências não forem tomadas, logo teremos vítimas fatais nesses episódios”, disse.

De acordo com Rink, o objetivo é garantir a segurança e integridade física dos condutores e dos passageiros. “Vejo esse projeto como interesse essencial para o interesse coletivo, sendo necessário que o ente público indique parâmetros claros para as concessionárias do serviço e tome medidas cabíveis que garantam a segurança da população”, disse.

Para o vereador, a fiscalização dos motoristas de transporte coletivo deve ser melhorada. “Os motoristas de ônibus levam diariamente centenas de adultos, crianças e idosos, e é incoerente, para não dizer completamente irresponsável, que não tomemos alguma atitude em relação a isso”.