O Sistema Único de Saúde (SUS) tem hoje uma fila de nove mil pacientes a espera de uma cirurgia ortopédica em Curitiba e região metropolitana. A informação foi repassada à Banda B pela própria assessoria da Prefeitura de Curitiba. Não há informações sobre quantas cirurgias são feitas mensalmente.

A Banda B descobriu a fila ‘gigante’ por meio da denúncia de uma ouvinte. A cuidadora de idosos Maria Jacira de Azevedo, de 53 anos, procurou a emissora para contar que está na fila há cinco anos, a espera de uma cirurgia no ombro direito. A Prefeitura rebateu a denúncia dizendo que Maria entrou para a fila no dia 16 de janeiro de 2012 e, portanto, a espera é de pouco mais de um ano.

Antes, segundo a assessoria, a cuidadora de idosos estava sendo atendida pela Unidades de Saúde, realizando exames e tendo consultas com médicos ortopedistas. Em 2009, ela entrou na fila ortopédica para uma cirurgia de mão, segundo a Prefeitura, e já não está mais nesta fila. Ela foi migrada para a fila de cirurgias no ombro em 2012.

A paciente diz que já realizou dois exames pré-operatórios durante esta espera. Ambos têm validade de apenas seis meses. “A última bateria de exames para fazer a cirurgia já está com quatro meses e não sai este procedimento, enquanto isso fico com muita dor. Pra quê então eles pedem estes exames? É dinheiro de todos que está indo embora”, lamenta Maria.

De acordo com a assessoria, Maria Jacira está em uma demanda priorizada devido a gravidade da lesão. Ela está em uma posição próxima do número mil e quinhentos e a previsão da Prefeitura é que o procedimento dela seja realizado até o final do ano.

Grande demanda

A cirurgia ortopédica é o procedimento mais solicitado na rede pública de saúde com reparações de fraturas e lesões da mais alta complexidade. Em 2012, o número de cirurgias ortopédicas realizadas pelo SUS em todo Brasil chegou a 151.166, segundo o Ministério da Saúde.

Realizado em setembro do ano passado, a Prefeitura pretende fazer outro mutirão de cirurgias ortopédicas para diminuir a espera na fila. Este projeto é faz parte da Política Nacional de Procedimentos Cirúrgicos Eletivos, do governo federal.