A prisão da chefe da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Evangélico, Virginia Soares de Souza, pegou de surpresa a direção da instituição, que agora trabalha para tranquilizar pacientes, que demonstram muito nervosismo com a situação. Para explicar o caso e dar o lado do hospital, o diretor-geral da Sociedade Evangélica Beneficente de Curitiba, Odair Braun, foi entrevistado pelo Jornal da Banda B Segunda Edição desta quinta-feira (21) e afirmou que a suspeita de uma médica não pode colocar em prova todo o trabalho da instituição.

“O Hospital Evangélico conta com mais de 300 médicos e conta com quatro unidades de UTI, um caso isolado não pode colocar em suspeita o trabalho que aqui é feito. Enquanto existem relatos de pessoas que supostamente perderam parentes por ação dela, existem relatos de que ela salvou vidas, então apenas após a investigação do Ministério Público e da Polícia Civil, poderemos falar sobre o caso com mais clareza”, disse.

Segundo o diretor, os pacientes demonstram muita apreensão com todo o caso e o trabalho na direção nesse momento é de tranquilizar os usuários (médicos, pacientes e famílias) que tudo está feito para a normalidade voltar ao local. “Junto as secretaria municipal e estadual de Saúde, substituímos os profissionais da UTI, e estamos fazendo um acompanhamento para garantir que tudo ocorra bem”, disse.

Sobre o afastamento de 30 dias da médica em 2011, divulgado pela mídia nesta quinta-feira, Braun disse que nada teve a ver com essa investigação e sim por problemas de relacionamento com outros profissionais.