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Tensão pela vida dos reféns – Foto: catve.tv

Mesmo de longe, familiares continuaram à espera de notícias dos presos da Penitenciária Estadual de Cascavel, que começaram uma rebelião às 6h30 deste domingo (24). No início da noite, funcionários do Depen – Departamento Penitenciário – vieram até o cordão de isolamento para repassar uma lista de transferências. Os nomes anunciados tinham 3 destinos: além da PIC, que abrigaria 75 novos detentos, a Penitenciária de Francisco Beltrão receberia 68 e a de Maringá, 6. A manifestação é comandada pelo Primeiro Comando da Capital – PCC. O advogado da facção criminosa permaneceu durante toda a tarde e à noite tentando entrar na unidade para auxiliar nas negociações.

Um homem, que se identificava como membro do PCC, ligou para o telefone da familiar de um detento e pediu para falar com a imprensa. Ele disse que estava preso e exigia a entrada do advogado, caso contrário, as rebeliões iriam se espalhar para outros presídios.

O advogado não foi liberado. Às 19h, a movimentação no telhado recomeçou. Os encarcerados voltaram a colocar fogo em colchões e também em madeiras da cobertura do 3º bloco. As chamas permaneceram por quase uma hora. As famílias ficaram com os ânimos exaltados e a Polícia Militar ampliou a distância da área de isolamento. O Juiz da Vara de Execuções Penais (VEP) Paulo Damas e os representantes da OAB foram embora por volta das 20h. 16 horas depois do início da rebelião, veio a informação de que haveria uma pausa nas negociações até o amanhecer.

Já os números de mortos e feridos só devem ser divulgados depois do fim do motim. Oficialmente são 4 mortos, dois deles decapitados. Alguns familiares foram para casa, no entanto, outros decidiram pernoitar próximo à Penitenciária.

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