Ainda sem uma proposta que agrade a categoria, motoristas e cobradores de ônibus podem entrar em greve na próxima semana. De acordo com o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), a entidade apresentou nesta quarta-feira (6) um prazo máximo de 48 horas para que o sindicato patronal apresente uma proposta que atenda as expectativas e, caso ela não venha, será convocada assembleia geral da categoria para a próxima semana, que pode deliberar greve geral no transporte público da capital.

Os motoristas e cobradores do transporte público de Curitiba pedem reajuste salarial de 30% e reajuste de 100% no valor do cartão alimentação. Até o momento, as empresas oferecem apenas a reposição da inflação, de 6,19%. A definição do reajuste de motoristas e cobradores é um dos principais fatores que vão influenciar a definição da nova tarifa do transporte em Curitiba e região. Hoje, a tarifa é de R$ 2,60, mas após o anúncio de fim de subsídio pelo governador Beto Richa, o novo valor da tarifa será divulgado na próxima semana.

Greve

Em fevereiro do ano passado, motoristas e cobradores de ônibus de Curitiba e região metropolitana cruzaram os braços por dois dias na cidade. Depois de negociações e assembleias entre a classe patronal e o sindicato, a categoria teve reajuste de 10,5% no salário, R$ 200 de vale refeição, além de um abono único de R$ 300 no salário de junho. Os ônibus voltaram a rodar no final da tarde do dia 15 de fevereiro, no entanto, somente foi normalizado um dia depois.