Ouça o áudio

O reajuste de preços do combustíveis anunciado pela presidente Dilma Rousseff na noite de ontem já reflete nos postos de Curitiba nesta quarta-feira (30) e, de acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis (Sindicombustíveis), Roberto Fregonese, é muito complicado para os donos de postos manterem o preço antigo, cerca de R$ 0,20 menor pelo litro. “Alguns proprietários já fizeram o repasse e alguns estão fazendo no dia de hoje, mas o preço é livre, cada revendedor coloca o seu preço de acordo com a necessidade, alguns podem conseguir segurar para mais alguns dias, mas eu acredito que a grande maioria faça o reajuste ainda hoje”, disse. (Ouça a entrevista completa no ícone de áudio acima)

Segundo Fregonese, o aumento da Petrobras para as distribuidoras foi de cerca de R$ 0,11 para a gasolina e de R$ 0,10 para o etanol e, junto a outros custos do estabelecimento, reflete nesse aumento. “Cada proprietário tem o livre-arbítrio de escolher os seus preços devido a suas necessidades, alguns podem conseguir os preços por mais até três dias, mas inevitavelmente acabarão ficando próximos”, afirmou.

O aumento anunciado pela Petrobras foi de 6,6% no preço da gasolina comum e de 5,4% no preço do óleo diesel. “A situação é mais política que técnica, os combustíveis possuíam uma defasagem que culminou no aumento de hoje. A Petrobras continua com prejuízo devido o preço que ela paga no mercado internacional para trazer ao o mercado interno”, comentou.

Alta no etanol

Além da gasolina e do diesel, o etanol também sofreu reajuste no dia de hoje, com uma alta de aproximadamente R$ 0,10. Questionado pela Banda B, Fregonese afirmou que isso se deve a uma sequencia de altas na últimas semanas devido a uma entressafra na cana de açúcar. “A expectativa do governo é que com a safra do etanol, barateie o etanol e a gasolina sofra uma baixa”, concluiu.