Redação com Estadão

12 pessoas foram mortas no atentado – Foto: El Pais

Investigadores ainda não têm certeza de que o suspeito detido seja o autor do ataque de ontem com um caminhão contra um mercado de Natal em Berlim, afirmou nesta terça-feira o chefe de polícia da cidade, Klaus Kandt.

“Nós ainda não conseguimos confirmar que esta pessoa é de fato o motorista”, disse Kandt em entrevista coletiva. O suspeito retido é oriundo do Paquistão e buscava asilo. Ele foi detido pouco depois do ataque a 2 quilômetros do mercado, mas afirma ser inocente. A polícia berlinense disse que a investigação continua.

Em sua conta no Twitter, a polícia alemã disse que o suspeito detido nega participação no ataque. “Nós estamos especialmente em alerta como resultado. Por favor façam o mesmo.”

Primeira vítima

A primeira-ministra da Polônia, Beata Szydlo, afirmou nesta terça-feira que a primeira vítima do ataque ocorrido ontem na Alemanha era um cidadão polonês, sem identificar o nome dele. A autoridade se referia ao incidente com um caminhão ocorrido ontem em Berlim, quando o veículo foi lançado contra pessoas em um mercado de Natal da capital alemã. Pelo menos 12 pessoas morreram no que foi qualificado como um ataque terrorista.

A premiê disse que o episódio é um lembrete de que “a Europa precisa estar unida na luta contra o terrorismo”. Segundo ela, os europeus precisam adotar ações efetivas para proteger seus cidadãos. Relatos anteriores apontavam que o caminhão usado no ataque tinha placa polonesa e que um dos mortos estava no banco dos passageiros da cabine do veículo. O proprietário do caminhão disse que perdera contato horas antes com o motorista.

A imprensa alemã informou que o suspeito detido após o ataque era um cidadão paquistanês que teria chegado à Alemanha no fim de 2015 ou no início de 2016.

A polícia de Berlim disse que reforçará as patrulhas armadas em resposta ao ataque da segunda-feira, como precaução. Autoridades disseram que os mercados de Natal e outros grandes eventos pela Alemanha devem continuar a ocorrer e que decisões de reforçar as medidas de segurança devem ser feitas localmente.

Fonte: Associated Press.