Por Felipe Ribeiro

Diante da iminente possibilidade de greve dos motoristas e cobradores de ônibus, o Ministério Público do Trabalho (MPT) convocou para a tarde desta sexta-feira (13), em regime de urgência, uma audiência para discutir o dissídio coletivo dos trabalhadores. Marcada para as 14h30 no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), ela teve um atraso, isso porque Coordenação da Região Metropolitana (Comec) não compareceu. O sindicato das empresas enviou um representante legal, já que o advogado está fora da cidade. O Governo do Estado também um advogado, mas sem ligação direta com a Comec.

grevetransporteFoto: Juliano Cunha – Banda B

A decisão do MPT de convocar a audiência com urgência aconteceu após a reunião entre as partes envolvidas no transporte coletivo da Grande Curitiba realizada na tarde de ontem. Segundo o TRT, apenas a Urbs compareceu ao encontro. O Sindimoc e a Setransp justificaram a ausência e a Comec não.

O risco de greve acontece em função do impasse sobre as obrigações e responsabilidades de Urbs e Comec quanto ao pagamento do salário dos trabalhadores do transporte metropolitano. No início do mês houve a separação financeira do sistema, mas desde então definições ainda precisam ser acertadas.

Segundo um representante das empresas, a audiência foi chamada de última hora e eles não tiveram tempo hábil de enviar um representante. A reunião de ontem, porém, já estava marcada desde o fim do mês de janeiro.

Os trabalhadores pedem reajuste integral do INPC, mais aumento salarial de 6,40%, o que totaliza aproximadamente 12,8% de aumento; aumento no cartão alimentação; contratação de seguro de acidentes; estabelecimento de multa equivalente a R$ 100 por dia para cada funcionário, caso não haja o pagamento do adiantamento salarial; adequação das estações tubo para garantir condições dignas de trabalho no frio e no calor; e fim da obrigação de motoristas e cobradores inibirem crimes nos ônibus.