Redação com informações da RPC

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Renata ao lado de Raphael Marques – Foto: Re[produção

O Ministério Público do Paraná fez um pedido ao Juizado da Violência Doméstica contra a Mulher para que o médico Raphael Suss Marques passe a ser monitorado com tornozeleira eletrônica. O motivo, segundo o MP-PR, é que Marques estaria descumprindo as medidas cautelares impostas para que fosse libertado, como voltar para a casa até às 21 horas. O médico é acusado de matar a namorada Renata Muggiati em setembro do ano passado, encontrada morta após cair do 31° andar de um prédio no centro de Curitiba. Marques chegou a ser preso por seis dias, mas responde ao processo em liberdade desde janeiro.

De acordo com informações do Paraná TV, da RPC, para embasar o pedido do uso de tornozeleira eletrônica, o MP-PR apresentou imagens do circuito interno de câmeras de uma churrascaria que mostram Marques entrando no local às 22 horas e saindo às 23h53. Os promotores afirmam que o monitoramento visa principalmente o cumprimento das medidas cautelares e colocam no pedido que, em caso de novo descumprimento, seja decretada a prisão preventiva do suspeito.

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Renata morreu em setembro de 2015

Acusação

Em janeiro, a Justiça acatou denúncia contra Raphael Suss Marques. Com a decisão, ele passou a ser réu no processo sobre a morte da modelo. Ele responde pelos crimes de lesão corporal, homicídio qualificado e fraude processual.
Renata morreu no dia 12 de setembro do ano passado ao cair do 31° andar do prédio onde vivia, no Centro de Curitiba. Inicialmente o caso foi tratado como suicídio, mas novos fatos apontaram para a possibilidade de um crime.

No dia 25 do mesmo mês, a Justiça do Paraná decretou a prisão temporária do namorado da fisiculturista. O Instituto Médico Legal (IML) indicou que a morte de Renata aconteceu por asfixia e não pela queda.

O laudo contrariou o resultado da necropsia então realizada pelo médico legista Daniel Colman, que afirmava não ter havido a asfixia e que motivou o pedido de liberdade do principal suspeito.

Marques nega ter matado Renata e diz que ela cometeu o suicídio.

Júri popular

Na próxima semana, a Justiça começa a ouvir depoimentos de testemunhas de defesa e acusação. Na sequência, o juiz deve decidir se Marques irá ou não a júri popular.

À RPC, o advogado de Marques disse que até hoje seu cliente não foi notificado pela Justiça sobre a imposição de estar em casa às 21 horas. O advogado informou ainda que o médico é inocente.