Da Redação

O promotor do Ministério Público do Paraná (MP-PR), Paulo Sérgio Markowicz de Lima, afirmou em entrevista coletiva realizada na tarde desta sexta-feira (27) que pode processar o advogado de defesa da Dra. Virginia Helena Soares, Elias Mattar Assad. O motivo alegado pelo MP-PR seria uma quebra no sigilo de justiça realizado pelo defensor durante uma entrevista à imprensa.

mattar assad

Foto: Franklin de Freitas – Bem Paraná

“O Dr. Mattar Assad revelou detalhes do depoimento de uma testemunha que foi favorável a réu, palavras estas que deveriam ser mantidas em sigilo, por isso o MP entra com este processo”, comentou.

A Banda B entrou em contato com a assessoria de Elias Mattar Assad, que informou que o sigilo exigido pela justiça se dá nas palavras ou no nome dela, caso este que não se adequaria a ação. O próprio defensor estava em um evento e não pode conversar com a reportagem até o fechamento da matéria.

O Caso

Virgínia é acusada pelo Núcleo de Repressão aos Crimes Contra a Saúde (Nucrisa) e pelo Ministério Público (MP-PR) por sete homicídios duplamente qualificados e formação de quadrilha entre janeiro de 2006 e fevereiro de 2013. De acordo com a denúncia do MP, Virgínia comandava um esquema no qual por uso de medicamentos conjugados antecipava a morte de pacientes na UTI. De acordo com o órgão, ela comandava o esquema definindo quais pacientes iam morrer para, como ela própria diz nas gravações, “desentulhar a UTI”. O motivo deste procedimento ser feito não foi relatado pelo MP. A denúncia tem como base dezenas de depoimentos, interceptações telefônicas e prontuários médicos.