O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) ofereceu nesta segunda-feira, 29 de abril, denúncia criminal contra 33 pessoas, decorrente da Operação Jolly Roger. A operação nacional, deflagrada em 9 de abril, cumpriu mandados de busca e apreensão e de prisão em diversas cidades da região Norte do Paraná.

No documento, encaminhado ao juiz da 2ª Vara Criminal de Apucarana, José Roberto Silvério, foram denunciadas 33 pessoas e são apontados 35 fatos criminosos: um de formação de quadrilha, 31 de corrupção (passiva agravada e ativa agravada) e três de falsidade ideológica.

Ao ex-delegado-chefe e aos dois investigadores de polícia da 17ª SDP, presos durante a operação no início do mês, são imputados e 31 de corrupção passiva agravada e um crime de formação de quadrilha. O ex-delegado-chefe está atualmente detido no Centro de Triagem de Curitiba e os investigadores seguem detidos na Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV) de Curitiba. Além deles, um empresário está detido na Penitenciária Estadual de Londrina II (PEL II).

Junto com a denúncia, o Gaeco solicitou a instauração de inquérito policial complementar, para apurar crimes de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

Requereu, também, o sequestro de mais de cem imóveis pertencentes aos empresários acusados, que, caso venha a ser deferido pela Justiça, “servirá para acautelar a perda de bens acrescidos ilicitamente ao patrimônio privado dos acusados e o ressarcimento do erário em face da sonegação, juntamente com os bens móveis – veículos, máquinas e etc – apreendidos durante a operação”, explicam os promotores de Justiça que assinam o documento. Leia a denúncia na íntegra.

Jolly Roger

A operação nacional deflagrada foi deflagrada em 9 de abril de 2013, pelo Ministério Público brasileiro, através do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), em parceria com diversos outros órgãos. O objetivo foi desmantelar esquemas de corrupção em 12 Estados do País, com combate à falsificação de produtos e corrupção policial. No Paraná, a ação foi batizada de “Jolly Roger”, em alusão à bandeira pirata (dado o fato de que é a pirataria de produtos que enseja a corrupção policial e sonegação).