O Ministério Público Estadual do Rio Grande do Sul (MPE) vai investigar a possível participação da Confepar, uma central de cooperativas agropecuárias com sede em Londrina (PR), na adulteração de leite cru com água e ureia com amônia praticada por cinco transportadoras gaúchas. O expediente determinando o início da investigação deve ser expedido nos próximos dias.

Segundo o MPE, a Confepar adquiria o leite cru nos municípios gaúchos de Eugênio de Castro e Ibirubá, com a intermediação do veterinário Daniel Villanova, preso preventivamente desde o dia 8, quando o próprio Ministério Público e o Ministério da Agricultura deflagraram a chamada operação “Leite Compen$ado”.

O período em que as compras ocorreram e os volumes adquiridos não foram informados, mas a matéria-prima seria destinada a outras agroindústrias.

Para realizar a investigação, o MPE gaúcho informou que pedirá apoio ao Ministério Público Estadual do Paraná.

Em nota à imprensa, a Confepar informou que até o momento não teria recebido nenhuma notificação oficial e que se coloca à disposição do Ministério Público e demais órgãos fiscalizadores no decorrer das investigações. Ressaltou ainda que está no mercado há mais de 30 anos e “sempre cumpriu com rigor seus procedimentos e controles internos de qualidade, com base na legislação vigente.” A Confepar detém as marcas Cativa e Polly.