Redação

A greve geral, que atingiu grande parte das categorias sociais pelo país, fechou 21 das 27 praças de pedágio do Paraná na manhã desta quinta-feira (11). De acordo com o Movimento Sem Terra (MST), a mobilização tem por objetivo exigir a redução imediata das tarifas cobradas hoje pelas concessionárias que administram as praças de pedágios, cujo valor é um dos mais altos do país.

10.07.13 VIAPAR

Câmera Viapar/Reprodução Catve

Outro ponto reivindicado pelos trabalhadores é a realização da Reforma Agrária, para que sejam assentadas imediatamente as milhares de famílias acampadas. Segundo o MST, só no estado paranaense são aproximadamente seis mil famílias.

Os manifestantes também reivindicam Políticas Públicas de apoio, incentivo e crédito para produção de alimentos baratos, saudáveis, e sem venenos com o fortalecimento do campesinato, e a adoção de programas estruturais para a juventude e para as mulheres do campo. Além disso, eles também apoiam todas as reivindicações populares e a necessária Reforma Política do país e cobram a convocação imediata de um plebiscito popular.

As praças fechadas ficam localizadas nos municípios de Campo Mourão, Corbélia, Cascavel, Santa Terezinha do Itaipu, Céu Azul, Nova Laranjeiras, Candói, Guarapuava, Presidente Castelo Branco, Floresta, Mandaguari, Arapongas, Jataizinho, Sertaneja, Cambará, Mauá da Serra , Imbaú, Irati, Lapa, São Luiz do Purunã, e Litoral. A maioria delas já foi liberada.

Rodovias fechadas

Foram fechadas rodovias em Cascavel, Ramilândia, Clevelândia, Renascença, Londrina, Guairaçá, Nova Esperança, Santo Inácio, Faxinal, Tamarana, Porecatu, Arapongas, Pitanga, Ivaiporã, Ponta Grossa, Rio Bonito do Iguaçu, Quedas do Iguaçu, Luiziana, e Mandaguari.

Em Curitiba, outros 150 militantes do MST realizam um ato em frente ao Tribunal de Justiça do Estado para exigir o desbloqueio da Reforma Agrária e o julgamento dos crimes cometidos pelo latifúndio. Apenas no Paraná, dos 19 assassinatos ocorridos entre 1994 a 2009, somente quatro foram julgados.