Cerca de 900 motoristas e cobradores que participaram às 10h e às 15h desta segunda-feira (11) das duas primeiras assembleias do dia e rejeitaram a proposta da classe patronal de 8,02% para o reajuste salarial de 2013 (os trabalhadores querem 30%). A última reunião organizada pelo Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) acontece às 21h de hoje, na Praça Rui Barbosa. A tendência é que o resultado seja o mesmo das primeiras reuniões.

“Pela manhã tivemos 300 trabalhadores e de tarde 600. Com o resultado final, iremos até o Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR) amanhã com uma contraproposta a ser entregue aos empresários. Depois desta reunião, uma nova assembleia será marcada”, afirmou à Banda B Dino César, vice-presidente do Sindimoc.

Para Dino, a possibilidade de greve não está descartada. “Estamos negociando, porque não queremos ser massa de manobra por parte da classe patronal. Mas se não tiver evolução, o trabalhador não vai fugir da luta e a greve não está descartada, mas queremos esgotar as negociações, porque não é esta nossa intenção”, disse.

A audiência de amanhã será conduzida pelo vice-presidente do TRT-PR, desembargador Altino Pedrozo dos Santos, com a participação de representantes do Sindimoc, Setransp, Dieese, Urbs, Comec e Prefeitura de Curitiba.

A partir da definição de motoristas e cobradores, o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), deve anunciar o valor da nova tarifa, já sem o subsídio por parte do governo do estado, mas com a isenção do ICMS sobre o diesel anunciado pelo governador Beto Richa (PSDB). Fruet já garantiu que a tarifa não irá passar de R$ 3,05.

Greve

Em fevereiro do ano passado motoristas e cobradores de ônibus de Curitiba e região metropolitana cruzaram os braços por dois dias na cidade. Depois de negociações e assembléias entre a classe patronal e o sindicato, a categoria teve reajuste de 10,5% no salário, R$ 200 de vale refeição, além de um abono único de R$ 300 no salário de junho. Os ônibus voltaram a rodar no final da tarde do dia 15 de fevereiro, no entanto, somente foi normalizado um dia depois.