O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) aguarda para esta terça-feira (5) a proposta das empresas de ônibus com relação ao reajuste pedido pela categoria. Caso o oferecido fique abaixo das expectativas, o sindicato não descarta uma greve no transporte coletivo. A paralisação pode ser decidida em uma assembleia que deve acontecer no final desta semana ou no início da próxima.

Segundo Dino César, vice-presidente do Sindimoc, a expectativa era de que a proposta chegasse aos trabalhadores já ontem. “Isto não aconteceu, mas ficou marcado para hoje, às 14h, um encontro entre nós e a classe patronal. Queremos uma definição o quanto antes porque já percebemos que os motoristas e cobradores estão ansiosos”, destacou à Banda B na manhã desta terça.

A database da categoria foi em fevereiro e, apesar da demora na negociação, César fez questão de ressaltar que o trabalhador irá receber de forma retroativa, após o acordo ser fechado. “Se o reajuste vier em maio, nosso trabalhador vai receber retroativo desde fevereiro. É importante que os motoristas e cobradores estejam cientes disto”, disse.

Reivindicações

Motoristas e cobradores do transporte público de Curitiba e região pedem reajuste salarial de 30% e reajuste 100% no valor do cartão alimentação. Até o momento, as empresas oferecem apenas a reposição da inflação, de 6,19%.

A definição do reajuste de motoristas e cobradores é um dos principais fatores que vão influenciar a definição da nova tarifa do transporte em Curitiba e região. Hoje, a tarifa é de R$ 2,60, mas há consenso de que haverá aumento, só não está definido quanto.

Greve

Em fevereiro do ano passado motoristas e cobradores de ônibus de Curitiba e região metropolitana cruzaram os braços por dois dias na cidade. Depois de negociações e assembléias entre a classe patronal e o sindicato, a categoria teve reajuste de 10,5% no salário, R$ 200 de vale refeição, além de um abono único de R$ 300 no salário de junho. Os ônibus voltaram a rodar no final da tarde do dia 15 de fevereiro, no entanto, somente foi normalizado um dia depois.