Motoristas e cobradores do transporte público de Curitiba ameaçam não trabalhar a partir desta segunda-feira (8). A categoria promete parar por causa do não cumprimento do acordo salarial. Os trabalhadores conseguiram reajuste em reunião com as empresas patronais no mês passado, no entanto, alegam que o salário deste mês está sem o valor retroativo do reajuste, referente ao mês de fevereiro, data-base da categoria.

A ameaça de greve foi confirmada pelo Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e região metropolitana. “Se as empresas não pagarem esse valor retroativo até o final do dia, iremos fazer assembleias na madrugada de segunda-feira (8) e decidir com os trabalhadores se querem ou não a greve”, disse o presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira, à Banda B.

De acordo com Teixeira, na negociação que definiu o índice de 10,5% de reajuste feita em março, ficou decidido que as empresas pagariam, além do reajuste salarial, o valor retroativo referente ao mês de fevereiro, o que não ocorreu. O prazo final para esse pagamento termina nesta sexta-feira (5), quinto dia útil.

“Há semanas que estamos conversando com a Urbs e as empresas para que esta diferença fosse efetivada e não fizeram nada. Houve um descaso com os trabalhadores, que estão indignados”, completou o presidente do Sindimoc.

Apenas a empresa São José já fez o pagamento, e lá, segundo o Sindimoc, a greve está descartada. “Só ha a ameça de paralisação nas empresas que não cumprirem o acordo até o final dessa sexta-feira”, disse Teixeira.

Tarifa

A tarifa do transporte coletivo de Curitiba e região foi reajustada no dia 14 em 9,6%, passando de R$ 2,60 para R$ 2,85. Dois dias antes, motoristas e cobradores aceitaram a proposta de reajuste de 10,5% nos salários e de 50% no vale alimentação, que passou de R$ 200 para R$ 300. Como a data-base da categoria ocorreu em 1º de fevereiro, a diferença com a data de acordo, deveria ser paga até esta sexta-feira, o que não cumprido pela maioria das empresas, segundo o Sindimoc.

A Urbs e o sindicato das empresas ainda não se manifestaram sobre a ameaça de greve.