Motoristas de aplicativos como Uber e Cabify fizeram uma manifestação na manhã desta segunda-feira (14) em frente ao Palácio das Araucárias, no bairro Centro Cívico, em Curitiba. Eles pedem por mais segurança, depois da morte do motorista da Uber Valmir Nichele, de 59 anos, que foi encontrado morto no Rio Iguaçu, na divisa entre São José dos Pinhais e Curitiba, no início da noite deste domingo (13). Nichele estava desaparecido desde a noite de sábado (12), quando a família avisou a polícia.

Arnaldo Milke, que representa os motoristas de aplicativo, explicou a intenção com a manifestação. “Queremos cobrar a Segurança Pública, porque já tivemos seis mortes de motoristas de aplicativos no Paraná. Queremos uma comissão com as plataformas e o Governo do Paraná para discutirmos isso. Hoje de manhã, por exemplo, uma mulher acionou o botão de pânico e fomos atrás dela, mas por sorte era alarme falso. Nós tivemos que criar um sistema de segurança, porque a plataforma não faz isso”, afirmou Mike.

Segundo Mike, são 21 mil motoristas no estado, sendo 17 mil em Curitiba e região. “Queremos a criação de uma comissão na Assembleia Legislativa do Paraná, para que as empresas sejam chamadas e nos garantam mais segurança”, afirmou.

Outro motorista, Rodrigo Correia Toldo, disse que os motoristas trabalham com uma sensação de insegurança. “É uma sensação muito ruim. É muito tenso mesmo. Você pega uma pessoa que parece ser tranquila e acaba sendo vítima de assaltos. Acontecem dois crimes por dia em Curitiba e região contra os motoristas, sejam furtos ou roubos”, lamentou.

Morte de Nichele

No final da manhã, o veículo de Nichele, um Livina, havia sido encontrado completamente queimado na Rua Expedicionário Francisco Pereira dos Santos, no bairro Alto Boqueirão, em Curitiba. Ele havia saído para trabalhar no sábado e até a noite não tinha retornado. A polícia ainda não sabe a causa da morte, o que só exames no Instituto Médico Legal poderão esclarecer.

O delegado Vilson Alves Toledo, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), apontou que a principal hipótese é de um latrocínio (roubo seguido de morte). “Tinha lesões graves na testa e no pescoço. Parece que ele foi jogado de cima de uma ponte. Não sabemos ainda se ele foi ou não vítima de um roubo, podendo até ser um conhecido dele. Lamentavelmente, é uma vítima sem passagens, querido na comunidade e trabalhador”, descreveu à Banda B.

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