Por Marina Sequinel e Juliano Cunha

Representantes do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba (Sindimoc) se reuniram na Praça Rui Barbosa, no Centro de Curitiba, em um ato público nesta quinta-feira (15). O objetivo da ação foi divulgar duas decisões judiciais conquistadas pela categoria: o fim da dupla função e da taxa de desconto por assalto.

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(Foto: Juliano Cunha – Banda B)

Segundo o presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira, o ato é também uma maneira de pressionar a Urbanização de Curitiba S/A (Urbs) a colocar as medidas em prática. “Pelo fim da dupla função nós lutamos há pelo menos três anos e pelo fim dessa taxa absurda que é a do assalto desde a criação do sindicato. Nós queremos mostrar para a população toda a nossa jornada e chamar a atenção da Urbs”, explicou ele em entrevista à Banda B.

A partir do próximo dia 06 de junho, os motoristas estão proibidos de dirigir e cobrar a passagem dos usuários e as empresas de descontar do salário dos trabalhadores prejuízos causados por assaltos. “Agora a população vai poder ajudar a fiscalizar também. A partir de agora, a nossa luta será contra a multa cobrada pela Urbs quando os funcionários atrasam, por exemplo. São valores astronômicos e uma enorme falta de respeito com os trabalhadores”, concluiu Teixeira.

Em nota, a Urbs informou que recebeu e vai analisar a sugestão. O órgão informou que já estão em estudos medidas voltadas para ampliar os pontos de carga do cartão transporte, buscando ampliar sua utilização. Vale lembrar, de acordo com a Urbs, que os ônibus em que a passagem é cobrada pelo motorista transportam em média 26 passageiros por viagem e, destes, só 10 pagam em dinheiro. A chamada lei da dupla função cria uma despesa inicial de quase R$ 2 milhões para adaptação dos ônibus e uma despesa mensal de R$ 1,1 milhão para pagamento de salários.