Por Elizangela Jubanski

Carro que inicialmente seria do Uber e teria sido usado no caso da denúncia de estupro

A empresa Uber, responsável pelo gerenciamento do aplicativo de carona, negou que o motorista acusado de estuprar uma passageira de 19 anos faça parte da plataforma tecnológica. A assessoria de imprensa afirmou que o veículo, o motorista e o telefone nunca estiveram cadastrados no aplicativo. A jovem procurou a Polícia Civil na manhã de domingo (19) para registrar Boletim de Ocorrência (BO) de estupro e ameaça. Ela mencionou no relato que o agressor era motorista de Uber, especificando a placa e o telefone do suspeito.

O carro mencionado no BO é um Fiat Marea Wekeend, que pela placa (informada no BO) seria versão 2002, não aceito conforme as regras do aplicativo para atuar nas ruas. São aceitos, segundo dados oficiais, veículos acima do ano 2008.

A garota afirmou que, ao sair de uma balada sertaneja no bairro Jardim das Américas, acionou um motorista Uber por meio da amiga. Ela relatou que foi levada para uma casa do bairro Sítio Cercado e lá o motorista a teria forçado a praticar sexo, mediante ameaça com arma de fogo. Ele teria rasgado a roupa da jovem e a estuprado. Durante o crime, ele teria filmado e tirado fotos, disse a vítima.

A garota contou que colocou outras peças de roupa, dadas pelo agressor, para ir embora e foi deixada no Terminal do Capão Raso. De lá, ela procurou a delegacia para prestar queixa.

Polícia

A Banda B procurou a Polícia Civil sobre o andamento das investigações e foi informada que a delegada responsável pelo caso não vai se manifestar, mas afirmou que as investigações já estão bastante adiantadas.

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