Por Luiz Henrique de Oliveira e Bruno Henrique

14.08.13-ONIBUS_DENTRO

(Foto: Bruno Henrique – Banda B)

Morreu na última quarta-feira (21) no Hospital do Trabalhador, em Curitiba, Olívia de Oliveira Luz, de 73 anos, que estava internada desde  na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A idosa foi encaminhada em estado grave a casa hospitalar depois de ter as duas pernas esmagadas por um ônibus da linha Parque Industrial, no bairro Pinheirinho, em Curitiba, no último dia 14, quando ia desembarcar. Ela chegou a receber alta no dia seguinte aos fatos, mas voltou a ser internada e faleceu.

Banda B confirmou a informação da morte da idosa com o Hospital do Trabalhador (HT). Ela morreu na UTI. Exames no Instituto Médico Legal de Curitiba (IML) irão precisar por quais motivos a idosa não resistiu.

A empresa Redentor, responsável pelo ônibus em que aconteceu o acidente, garantiu que irá prestar todo o apoio à família da vítima. “Um representante nosso foi até a casa da família e foi entregue um documento a ser preenchido. Até agora não tivemos retorno por parte de ninguém. Esta senhora já tinha sofrido um acidente antes e nossa empresa inclusive já solicitou o acionamento do seguro que existe contra este tipo de fatalidade”, disse João Tadeu Balsan, do departamento jurídico da Redentor.

“Também vamos aguarda para receber o laudo do IML com o que levou a morte da Olívia. É uma fatalidade, lastimamos muito e estamos à disposição da família”, completou.

A reportagem também entrou em contato com a Prefeitura de Curitiba, que informou que a Urbs acompanha de perto, desde o início, o caso do acidente registrado no dia 14 na linha Parque Industrial, do transporte coletivo de Curitiba, que infelizmente resultou na morte da usuária.

Como gestora do sistema integrado de transporte, cabe à Urbs monitorar e fiscalizar as empresas que operam o transporte coletivo de Curitiba e municípios integrados. O desempenho dessas empresas é medido por uma série de indicadores de qualidade estabelecidos no processo de licitação. O cumprimento desses indicadores passou a ser cobrado este ano, pela primeira vez desde o início da vigência dos contratos, em novembro de 2010.

Ocorrências de acidente e outras envolvendo usuários e trabalhadores do sistema são parte dessa avaliação, que inclui, entre outros itens, satisfação do usuário, cumprimento de horário, interrupção por quebra, selo de vistoria e multas. As empresas que não atingem os indicadores não recebem a bonificação de qualidade, estabelecida em 3% do valor do contrato.

A URBS informa também que, por exigência de contrato, todos os motoristas e cobradores de Curitiba passam todos os anos por 80 horas de treinamento, que tem como foco cuidados com o usuário. Também como forma de melhorar o monitoramento da qualidade do sistema, já foram instaladas 450 câmeras nos terminais e estações-tubo. Até o final do ano vão ser 622 câmeras.

Mais informações em breve

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