Redação

Morreu na noite desta quarta-feira (26), aos 67 anos, a jornalista, ambientalista e escritora Teresa Urban . Ela estava internada na Unidade de Terapia Intensa (UTI) do Hospital Vita, em Curitiba, em decorrência de um infarto. Teresa sofreu o problema cardíaco na madrugada de terça-feira (25) e estava internada. A jornalista trabalhava atualmente na Câmara Municipal de Curitiba
27.06.13 - TERESA
O prefeito Gustavo Fruet disse hoje que Teresa Urban deixa uma lacuna em Curitiba e no País. “Teresa foi pioneira na discussão de temas relacionados à sustentabilidade, que hoje estão no centro das preocupações de todos os governantes. Com seu senso crítico e sua inteligência aguda, ela vai fazer muita falta para a cidade”, disse Fruet. Ele lembrou que a preocupação mais recente de Teresa era a conservação da biodiversidade em Curitiba.

O secretário municipal do Meio Ambiente, Renato Lima, lamentou a morte da ambientalista. “Ela fazia parte do grupo científico de apoio ao desenvolvimento sustentável da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e sua última palestra foi durante o evento da semana do meio ambiente, ainda neste mês”, lembra o secretário.

A morte de Teresa também foi lamentada pelos jornalistas da Secretaria Municipal de Comunicação Social, que reconhecem nela um exemplo de ética e firmeza.

Manifestação

O Fórum Paranaense de Resgate da Verdade, Memória e Justiça também manifestou  profundo pesar pela morte da jornalista.

“Teresa acima de tudo foi uma humanista, que lutou para melhorar o Brasil. Na juventude foi militante na Ação Católica e em grupos de resistência à ditadura militar, como a AP (Ação Popular) e a Polop (Política Operária). Por sua posição política, em defesa da democracia no Brasil, foi presa no final da década de 1960. Ao ser libertada, exilou-se no Chile entre os anos de 1970 e 1972. Quando retornou ao País, voltou a ser presa e torturada pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury, um dos mais conhecidos agentes da repressão durante a ditadura militar brasileira. Anos depois, seria precursora da luta ambiental no Brasil, defendendo a preservação do meio ambiente, sem perder o foco nas pessoas mais carentes e desprotegidas pelo Estado.

Jamais abandonou a luta política. Percebeu, quando seus netos cresceram, que precisava contar a história dos que lutaram pela democracia no Brasil. Por isto, lançou o livro “1968 Ditadura Abaixo”.
Teresa dizia que o livro era necessário para contar às gerações mais novas mais sobre este período.

Por sua luta e por sua história de vida, o Fórum Paranaense de Resgate da Verdade, Memória e Justiça expressa grande pesar e oferece todo o conforto à família e amigos, que sentirão falta desta grande ativista”, diz a nota.

Velório

O corpo de Teresa é velado na Capela da Luz, número 2, do Cemitério Municipal São Francisco de Paula. A previsão é que o velório ocorra até por volta das 15h30. Às 17 horas, está marcada a cremação em Campina Grande do Sul, região metropolitana de Curitiba, no Crematório Vaticano.