Por Elizangela Jubanski e Juliano Cunha

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Incêndio no sábado (7) destruiu várias casas

Cerca de 300 moradores da área conhecida como favela da Portelinha, entre os bairros Portão e Santa Quitéria, em Curitiba fizeram um protesto no início da noite desta terça-feira (10) e fecharam a rua Rezala Simão.  A manifestação dos moradores é pela falta de apoio dos órgãos públicos aos desabrigados após o incêndio que aconteceu neste sábado (7) e destruiu 10 casas, deixando as famílias desabrigadas. Houve congestionamento entre as 18h30 e às 20h30.

De acordo com o morador Arildo Ribeiro, que encabeça o protesto, os desabrigados foram acolhidos pelos próprios moradores. Ele disse à Banda B que os manifestantes estão decididos a seguir rumo ao Centro Cívico caso não sejam atendidas pelos órgãos responsáveis.

“A prefeitura não dá um parecer pra gente, a Cohab nunca veio aqui. O protesto não é só hoje, vamos para a prefeitura. Dez famílias estão na rua e ninguém fez nada. Depois do incêndio ninguém veio aqui. A gente tá sem luz, sem água”, disse.

De acordo com ele, um dos barracos abriga 20 pessoas, que foram vítimas do incêndio. A manifestação durou quase 3 horas. A Polícia Militar (PM) acompanhou o protesto.

O outro lado

A supervisora regional da Fundação de Ação Social (FAS), Marina Marson, informou à Banda B que a instituição prestou atendimento às famílias desabrigadas desde o dia da ocorrência. De acordo com ela, a fundação fez um levantamento de roupas, comida e cobertores para repassar às vítimas. Além disso, a instituição voltou ao local nessa segunda (9) para realizar o cadastramento completo das famílias e analisar por quais necessidades elas passavam.

“Nós averiguamos a situação, e perguntamos para as famílias se elas queriam ficar em abrigos no dia da tragédia. Mas a maioria preferiu ficar na casa de familiares. Agora recursos serão solicitados para ajudar os desabrigados”, disse a supervisora.

A supervisora ainda ressaltou que as pessoas que se encontram em vulnerabilidade social podem procurar o Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) pelo telefone (41) 3350-3500.