Por Luiz Henrique de Oliveira e Bruno Henrique

(Fotos: Bruno Henrique – Banda B)

Quando estava na cozinha de sua residência, na Rua Nicarágua com a Álvaro Botelho, no bairro Bacacheri, em Curitiba, na tarde do último sábado (30), a representante comercial Elizabete Pascual ouviu um forte barulho e, imediatamente, lembrou da conversa que teve com a mãe dez dias antes.

“Falei para ela que os aviões estavam passando muito perto e disse que poderia acontecer um acidente quando a gente menos espera. Eu temi um possível acidente”, afirmou Elizabete à Banda B, em entrevista na manhã desta segunda-feira (1°).

A casa dela foi atingida pelo monomotor Cessna 177 Cardina, na tragédia que matou três pessoas. “Moro aqui há 20 anos de aluguel e justamente quando falei sobre um possível acidente veio a tragédia. Na hora estavam em casa eu, minha mãe e minha filha, de seis anos. Conosco nada de mais grave aconteceu, mas a gente sente pelos que morreram”, descreveu.

Na residência da família, o muro foi destruído, bem como parte do forro do teto que pegou fogo. “Agora vamos esperar os responsáveis pela empresa aérea para reparar os danos materiais. Não houve dano a estrutura do imóvel”, disse.

Até o fechamento desta reportagem, ninguém da empresa dona do avião havia procurado a família para ressarcir os prejuízos. O proprietário da aeronave, Marcelo Montezuma, disse que as vistorias estavam em dia e que havia emprestado o avião para os dois amigos. O Centro de Investigações e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos investiga as causas da queda.

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