O Ministério Público do Paraná (MP-PR) abriu uma investigação para apurar irregularidades ocorridas no concurso para a contratação de policiais militares e bombeiros, em concurso realizado no último fim de semana de fevereiro.

A Fundação de Apoio à Fafipa, organizadora do concurso, anunciou na semana passada uma lista de nove mil candidatos que terão que refazer a prova. O exame foi anulado para candidatos ao cargo de bombeiro das regiões de Londrina, Maringá e Cascavel. A alegação para a nova prova é que esses candidatos teriam feito a prova destinada ao cargo de policial militar. Para candidatos ao cargo Bombeiro Militar nas regiões de Curitiba e Ponta Grossa continuam valendo as provas realizadas no dia 24 de fevereiro. Isto porque o concurso é regionalizado e o candidato de uma região não concorre com os demais.

O novo exame foi remarcada para o dia 17 de março. Alguns candidatos protestaram em redes sociais, na manhã desta sexta-feira (1º), contra a anulação parcial. Apesar do erro, o pedido é que a prova seja anulada para todos os candidatos ou que continue valendo para todos.

A Promotoria de Proteção ao Patrimônio Público quer informações sobre a realização do concurso e, para isso, já encaminhou um ofício à Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp). O MP-PR também pediu esclarecimentos à Fafipa para saber quais foram os critérios adotados para a anulação parcial do concurso.

Segundo as informações do Ministério Público, uma petição assinada por vários candidatos pediu a anulação total do concurso, que contou com mais de 120 mil inscritos. Segundo a assessoria de imprensa do MPPR, na última sexta-feira, um grupo de manifestantes foi até a sede do MPPR. As reclamações dos manifestantes, junto com uma petição pública assinada por eles, foram anexadas à investigação.

Em nota, a Polícia Militar esclareceu que a troca das provas do concurso é de inteira responsabilidade da Fafipa, instituição contratada pelo Governo do Estado, para a realização das provas de conhecimento. As primeiras fases do concurso são de responsabilidade da referida instituição, conforme acordado em contrato, e a Polícia Militar fica responsável apenas pela pesquisa social (antecedentes), última fase, que ocorrerá em meados deste ano, e depois pela formação dos candidatos.

A PM lembra ainda que, prezando pela lisura e legalidade do concurso, vai continuar acompanhando atentamente a realização das novas provas.