Redação com assessoria

Carrinhos iguais aos de bebê, roupas e acessórios de grifes e até joias são alguns dos artigos que podem ser encontrados no mercado de luxo para pets. Alguns acham exagero. Outros adoram que seus bichinhos de estimação tenham tudo “do bom e do melhor”. Polêmicas à parte, a verdade é que este é um segmento em crescimento no mundo dos produtos para animais.

O Brasil ainda está engatinhando na produção de artigos pet de luxo, diz o empresário Leriel Gaio, proprietário da Cãozinho Curitiba (www.caozinhocuritiba.com.br) maior portal de filhotes do sul do país. “Ainda vemos muitos produtos importados no mercado e boa parte dos nacionais é inspirada no que vem de fora”, analisa. Segundo ele, a referência principal do mercado de luxo é americana, embora a maior parte dos produtos importados venha da China.

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(Foto: Divulgação)

Esse mercado teve uma grande visibilidade durante a exibição de uma novela, em 2012, em que a cachorrinha Emily, da raça Maltês, recebia tratamento vip e usava acessórios de luxo. Isso gerou um aumento de 30% na procura por esta raça na Cãozinho Curitiba. “O mercado de acessórios para pet é muito forte no segmento de luxo. Hoje, algumas das mais famosas marcas do mundo podem ser encontradas em artigos para animais de estimação, como Louis Vuitton e Gucci, por exemplo. Uma roupinha de cachorro com estas marcas custa em média 190 euros”, conta Gaio.

Porém, há marcas menos conhecidas e mais novas que também produzem acessórios de alto padrão, como coleiras com cristais Swarovski, a mais famosa fabricante de cristais do mundo. Segundo o empresário, algumas coleiras têm letras metálicas revestidas do mesmo cristal, formando o nome do cão. Há, ainda, guias em materiais especiais como neoprene, roupinhas de grife que seguem as tendências da moda da estação; e camas especiais com espuma de silicone, fibras diferenciadas e revestidas com tecidos especiais.

Em Curitiba, o mercado de luxo é bastante pulverizado e ainda faz parte da mescla ou do mix de produtos de lojas/pet shops que começam a fortalecer o setor de luxo. Porém, não existe uma grande referência ou loja exclusiva de produtos “super premium” ou algo do gênero.

A “mordomia” começa já nos cuidados com a higiene. “No quesito tratamentos estéticos temos a vinhoterapia (que é a moda do momento) uma hidratação com produtos especiais à base de vinho, além de perfumes importados, cremes, finalizadores e sprays”, diz.

O veterinário Luciano De Luca, proprietário do Centro Veterinário Pet & Love, confirma o sucesso e conta que a vinhoterapia é uma das sensações na loja dele. “Depois do banho, o cão fica 10 minutos imerso numa solução com xampu à base de vinho, que deixa os pelos mais macios”, explica. Também é possível optar por xampus de chocolate ou com óleo de argan.

Sem exageros

Se de um lado os cuidados com os pets são a forma mais comum de os donos demonstrarem o amor que sentem por seus animais, de outro, eles precisam ficar atentos para não se excederem nesses cuidados, sob o risco de prejudicá-los. Leriel Gaio enfatiza que o excesso de humanização que alguns proprietários impõem a seus pets não é saudável. “Não podemos tolher em demasia a natureza do cão, uma vez que ele tem necessidades que são comuns aos animais. Exercícios, convívio com outros animais e regras são importantes. Por exemplo, não é recomendável que um filhote fique mais de 20% do tempo que está acordado no colo dos donos. Ele precisa andar caminhar, cheirar, se assustar com as coisas, entender o mundo da maneira canina”, observa.

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