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Estudantes e funcionários do HC reunidos em frente à reitoria. Foto: BH/Banda B

Após manifestações e tumulto, a Universidade Federal do Parná (UFPR) aprovou que a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) passe a administrar o Hospital de Clínicas (HC) e a Maternidade Victor Ferreira do Amaral, em um contrato de cogestão. Após greve suspensão, a reunião foi retomada às 11 horas e precisou ser feita por meio e videoconferência, segundo a assessoria. Foram 31 votos favoráveis contra 9.

Estudantes e funcionários do Hospital das Clínicas (HC) se reuniram às 9 horas no pátio da reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e conseguiram suspender a reunião temporariamente. Eles são contra a adesão HC a um contrato de cogestão com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que passaria a administrar o hospital universitário. Logo pela manhã, os manifestantes formaram um cordão de isolamento para impedir a entrada de conselheiros que fariam parte da reunião. Sendo assim, a convocação foi suspensa por falta de quórum, já que cerca de 15 conselheiros ficaram do lado de fora. Após a intervenção da polícia, os manifestantes foram dispersos e a reunião foi reprogramada.

Um estudante da UFPR foi detido e encaminhado ao 1º DP, na região central. Há cerca de dez viaturas da Polícia Militar (PM) desde as 9 horas quando a aglomeração de manifestantes tomou corpo. A Polícia Federal (PF) permaneceu dentro do prédio e utilizou spray de pimenta para conter a confusão.

De acordo com o diretor-geral do Hospital de Clínicas, Flávio Tomasich, a aprovação da proposta significará a contratação de 2.063 servidores por concurso público que ampliarão o número de leitos de 250 para 670, a retomada de serviços médicos que haviam sido suspensos e o aumento em três vezes do número de consultas. “Estamos um mês em discussão, já tivemos 15 debates sobre isso. Esse projeto de Governo foi proposta pelo Governo e é uma gestão que vem suprir os problemas do hospital”, destaca, em entrevista à Banda B, na manhã de hoje.

Contrária a adesão do HC à empresa Ebserh, a presidente Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba (Sinditest), Carla Cobalchini, disse à Banda B, que a essa decisão é prejudicial aos funcionários e também aos pacientes que se tratam há anos no HC. “É preciso reconsiderar essa decisão e partir para um plebiscito. Estamos aqui desde as 7 horas e vamos continuar aqui. Nós acreditamos que o HC tem solução sem essa privatização que estão fazendo”, conclui.

A previsão, caso seja aprovada, é que o hospital passe por reformulações durante os próximos 8 meses. A transmissão ao vivo da reunião estava sendo feita pela UFPR TV. Por meio do site oficial da Universidade, o reitor Zaki Akel Sobrinho se manifestou. “Inverdades estão sendo ditas sobre este assunto para enganar a população. Não haverá nenhuma privatização do HC e da Maternidade Victor Ferreira do Amaral. A população pode ficar tranquila porque estes dois hospitais são e continuarão a ser gratuitos, públicos e a atender seus pacientes 100% pelo SUS”, afirmou o reitor.