Por Felipe Ribeiro e Daniela Sevieri

Foto: Daniela Sevieri - Banda B

Foto: Daniela Sevieri – Banda B

Manifestantes contrários à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que foi aprovada pelo Senado nesta terça-feira (13), realizaram protestos e promoveram quebra-quebra em Curitiba e outras cidades brasileiras. Na capital paranaense, agências bancárias e o jornal Gazeta do Povo foram alvos de vandalismo praticados por mascarados.

A mobilização foi convocada pelo grupo CWB Contra Temer e reuniu cerca de trezentas pessoas na Praça 19 de Dezembro. Primeiramente de forma pacífica, o grupo carregava cartazes contra as reformas da Previdência e do ensino médio e também pediam a renúncia do presidente Michel Temer (PMDB).

O grupo percorreu várias ruas do Centro de Curitiba e a Polícia Militar chegou a interromper o trânsito por alguns momentos. Mas, foi apenas após os grupos se separarem, que um com menos integrantes iniciou o quebra-quebra nas proximidades da Praça Carlos Gomes.

Na Gazeta do Povo, paredes foram pichadas e vidros foram quebrados. Agências bancárias foram atingidas por pedras. Apesar dos atos de vandalismo, ninguém foi detido ou ficou ferido.

Outros protestos

Em Brasília, o centro da cidade se tornou uma praça de guerra. Manifestantes e policiais entraram em confronto na Esplanada dos Ministérios durante o ato. Bombas de efeito moral, spray de pimenta e gás lacrimogêneo foram utilizados para dispersar os manifestantes. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF), cerca de 100 pessoas foram detidas. Além disso, seis policiais ficaram feridos. Até o momento, o órgão não informou o número de manifestantes feridos. A secretaria disse ainda que, durante a tarde, foram apreendidas máscaras, bastões, pregos, escudos e bolas de gude, totalizando 300 objetos.

Já em São Paulo, os manifestantes ocuparam a Avenida Paulista. A marcha, que saiu da Praça do Ciclista, seguia pacífica pela Avenida Paulista, mas quando chegou em frente à sede da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), um grupo de manifestantes forçou os portões e conseguiu entrar no local, por volta de 19h50. De acordo com a Agência Brasil, depois de passar pelos portões, munidos de pedras e outros objetos, os manifestantes quebraram os vidros de entrada do prédio. Eles também soltaram rojões na fachada do edifício. A Polícia Militar observou de longe a ação, mas não interferiu.