Da Redação

Professores da rede estadual de ensino promoveram nesta sexta-feira (30) um protesto em todo o Paraná para relembrar os 25 anos de uma grande manifestação que foi marcada pela repressão policial. Aproximadamente 1,5 milhão de alunos estão sem aulas. De acordo com a Polícia Militar, a manifestação contou com duas mil pessoas. Segundo a APP-Sindicato, a categoria também exige outras reivindicações para o Governo do Estado, como o pagamento de mais de R$ 40 milhões relativo a promoções e progressões em atraso.

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Foto: Divulgação

Mais de 60 veículos trouxeram dezenas de caravanas do interior para participar do ato em Curitiba. Neste início da tarde estava marcada uma audiência dos diretores sindicais com o governo no Palácio Iguaçu, e os educadores ameaçam, caso as negociações não avancem, até ficar acampados em frente ao Palácio Iguaçu.

“Temos que estar unidos no 30 de agosto para cobrar do governo os nossos direitos. Vamos fazer uma mobilização histórica este ano para marcar os 25 anos do ‘Dia de Luto e de Luta’, como também para cobrar a resolução da nossa pauta, tanto dos professores e professoras, como dos funcionários e funcionárias, da ativa e aposentados”, afirma a presidenta da APP, professora Marlei Fernandes de Carvalho.

Dia de paralisação

Hoje ainda haverá paralisação dos servidores técnicos administrativos das instituições de ensino superior federais (UFPR, UTFPR, IFPR e Unila), dos professores da Universidade Federal do Paraná, dos professores e servidores da rede estadual, dos Metalúrgicos da Grande Curitiba e dos vigilantes da capital. Os bancários também farão parte do movimento e informaram que haverá ato em mais de 35 pontos da região central, entre agências bancárias, postos de atendimento e Centros Administrativos.

Entre as principais bandeiras reivindicadas, estão a derrubada do Projeto de Lei n°4330, que amplia as terceirizações e precariza as relações de trabalho; a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem redução de salário; o fim do fator previdenciário e a reforma agrária.

Após organizarem protestos em todo o país no último dia 11 de julho, as centrais sindicais disseram que fariam novas mobilizações no final deste mês se não houvesse avanço nas negociações da pauta trabalhista com o governo federal.

A manifestação desta sexta-feira em frente à Fiep é organizada pelas centrais paranaenses CSB, CSP Conlutas, CTB, CUT, Força Sindical e NCST. Juntas, as entidades representam milhares de trabalhadores de diversas categorias profissionais em todo o estado.

Rodovia bloqueada

Funcionários da Petrobrás em Araucária, na região metropolitana de Curitiba, bloqueiam a Rodovia do Xisto como parte da manifestação desde as 9h. Não há previsão de quando as pistas serão liberadas.

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