Por Redação

MANIFESTAÇÃO DENTRO

(Foto Divulgação CRMPR)

Os médicos e estudantes de Medicina de Curitiba realizaram, nesta quarta-feira (3), uma das maiores mobilizações da história recente da Medicina, com uma passeata pelas ruas do Centro da capital paranaense. Segundo o Conselho Regional de Medicina (CRM-PR), as duas mil pessoas que foram as ruas atestam o grau de insatisfação da classe e da população com as políticas públicas de saúde, com atitudes ou iniciativas equivocadas que só se distanciam da efetiva resolução dos problemas.

O protesto começou às 9h30 com uma concentração da Boca Maldita e encerrou na praça Santos Andrade, em frente ao prédio da UFPR. “A participação expressiva da classe médica, estudantes de Medicina e ainda da população na manifestação de hoje só confirma o descaso que sofre a saúde pública no país, e não só do ponto de vista do médico. O paciente também quer lutar pelos seus direitos, não podemos ter relatos de pessoas viajando quilômetros de distância até Curitiba para fazer um simples raio-x ou para uma consulta por falta de profissionais e estrutura no interior”, afirma o presidente do CRM-PR, Alexandre Gustavo Bley.

Os protestos pediam, entre outros assuntos, a sanção do Ato Médico pela presidente Dilma Rousseff e a manutenção da prova do Revalida para médicos formados no exterior, assim como aplicação de testes de proficiência na língua portuguesa para os estrangeiros. Os manifestantes também reivindicaram melhores condições de trabalho no SUS, com mais investimentos em infraestrutura, e criação de carreira de estado com melhores salários para o médico.

Manifestação em Rio Negro e Mafra

As cidades vizinhas, que têm cerca de 70 médicos ativos, também realizaram protestos na manhã de hoje. “A mobilização foi muito boa, além das nossas expectativas. Tivemos a participação de 40 colegas, levamos faixas, distribuímos panfletos e conversamos com a população”, conta o delegado do CRM-PR em Rio Negro, Jacy Gomes.