Além dos quatro médicos e da enfermeira já presos, a Polícia Civil do Paraná indiciou mais uma médica do Hospital Evangélico de Curitiba na investigação sobre a suposta abreviação de mortes na UTI geral. A médica Kríssia Camile Singer Walbach, que aparece em gravações conversando com a chefe da UTI, Virgínia Soares de Souza, foi indiciada no inquérito entregue na última segunda-feira (4) ao Ministério Público, acusada de também participar das mortes investigadas.

Segundo o delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, Marcos Vinícius Michelotto, além de aparecer nos áudios, a médica foi citada em diversos depoimentos de testemunhas. “Ela estava nos Estados Unidos, apresentou-se ontem, prestou depoimento e foi liberada. A prisão temporária não foi pedida, porque esta é uma ferramenta para auxiliar na investigação, e o inquérito já estava praticamente concluído, não havendo risco de a médica atrapalhar a investigação”, explicou.

Michelotto não quis dar mais detalhes sobre o inquérito, afirmando que a polícia já concluiu seu papel e que a palavra, agora, está com o Ministério Público, que tem até a próxima segunda-feira para apresentar a denúncia, mas declarou que a prova contra os seis indiciados são contundentes. “Totais, já foram indiciados por homicídio qualificado, na lei de crimes hediondos, e formação de quadrilha. Realmente existia uma quadrilha dentro do Hospital Evangélico, que vitimava as pessoas que lá estavam internadas.”