Por Marina Sequinel e Geovane Barreiro

Como diz Dorothy, a famosa personagem de “O Maravilhoso Mágico de Oz”, “não há lugar como o nosso lar”. Essa frase pode parecer um pouco mais distante para as 72 mil famílias que ainda esperam por uma casa na fila da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab). Destas, 43 mil ganham até três salários mínimos.

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(Foto: SMCS)

De acordo com o diretor da Cohab, Ubiraci Rodrigues, a prefeitura tem hoje o desafio de construir 8 mil unidades habitacionais, além de cuidar das regularizações fundiárias. “No começo do mandato do atual prefeito, a proposta era fazer 15 mil unidades e até agora nós entregamos 7 mil. As obras em outras duas mil estão em andamento e 19 mil já estão dentro de um projeto”, explicou ele em entrevista ao radialista Geovane Barreiro durante o Jornal da Banda B desta terça-feira (20).

Atualmente, a cidade conta com 84 mil lotes de ocupação irregular. “Nós estamos trabalhando com desafios imensos. Infelizmente, só com os recursos municipais a prefeitura não consegue atender a demanda de tantas famílias. Por isso, precisamos do subsídio do governo federal para aquelas que possuem até três salários mínimos, com o programa Minha Casa Minha Vida”, disse.

Para as demais, a Cohab usa o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que ainda não apresentou aumento na taxa de juros. “Tão importante quanto construir é regularizar as ocupações. É essencial reconhecer a vulnerabilidade das famílias que vivem nesses locais”, completou.

Ainda tem dúvidas sobre a habitação popular em Curitiba? Ouça a entrevista completa abaixo:

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