A Divisão de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP) da Polícia Civil apresentou na tarde desta quarta-feira (6) um balanço com todos os crimes combatidos pela divisão em Curitiba. A DCCP é formada pela Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV) e Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas (DEDC). De acordo com o delegado da DFR, Amarildo José Antunes, uma questão que ele percebe é que a maioria dos assaltantes rouba para comprar drogas ou roupas da moda. “Estamos cumprindo à risca a determinação da divisão, que é colocar a maior quantidade de policiais na rua, trabalhando, investigando, assim estamos conseguindo resultados bons e temos percebido essa característica nos crimes da capital”, contou

Antônio Nascimento – Banda B

Nos últimos meses, as unidades da DCCP solucionaram vários crimes de grande interesse popular. A DFR, por exemplo, elucidou uma caso em que o ex-marido contratou três homens para violentar sexualmente sua ex-mulher. A DFRV elucidou o latrocínio de uma professora, morta com o filho no colo, no momento em que os marginais tentavam roubar seu Astra pela segunda vez. A DEDC, por sua vez, desmantelou uma quadrilha de estelionatários, que compravam carros de luxo como Porsche, por exemplo, e gastavam o dinheiro arrecadado com as fraudes em noitadas.

Para o delegado da DCCP, Luiz Carlos de Oliveira, os números apresentados hoje são expressivos e sempre são conseguidos com investimento, trabalho e inteligência. “Graças ao investimento que vem sendo feito pelo governo do Estado com o Programa Paraná Seguro e à disposição e à capacidade de nossos policiais, estamos conseguindo resultados positivos na divisão”, disse.

Entre os meses de outubro de 2012 e fevereiro último, a DFR prendeu 108 pessoas e aprendeu 18 revólveres, 9 pistolas, um fuzil, uma espingarda, 100 quilos de maconha, 1,5 mil pedras de crack e 12 mil buchas de cocaína. “o delegado titular da DFR, Amarildo José Antunes, destacando que neste período muitas quadrilhas foram desmanteladas.

Além dos bandos desmanchados, as unidades da DCCP tiveram como marca a elucidação de latrocínios, roubo seguido de morte. “Todos esses casos que ocorreram nos últimos meses foram elucidados”, contou o delegado titular da DFRV, Renato Bastos Figueiroa. Ele também destacou que na comparação com o primeiro bimestre do ano passado houve uma redução de 16% no número de carros roubados ou furtados na Grande Curitiba. Em 2012 foram 1.520 veículos levados pelos marginais. Neste ano este número caiu para 1.285 veículos. “Também aumentamos em 25% o número de prisões. Foram 80 prisões este ano contra 64 no ano passado”, contou Figueiroa.

Figueiroa destacou que o índice de recuperação de automóveis roubados ou furtados cresceu 21%. “No primeiro semestre do ano passado este índice era de 52,5%. Agora atingimos o patamar de 63,5%”, contou Figueiroa. Ele salientou que o índice de carros levados é inferior inclusive ao de 2003. “Mesmo com a frota tendo crescido muito, tivemos menos carros levados do que em 2003, quando furtaram ou roubaram 1.455 veículos”, afirmou.

Os números da DEDC também chamam atenção. Desde julho do ano passado, quando o delegado Alcimar de Almeida Garrett assumiu a especializada, foram recuperadas cargas com valor estimado de R$ 8 milhões. Também foram recuperados 68 veículos, entre caminhões e carretas, utilizados para o transporte de cargas e que foram levados junto com as cargas roubadas. “Conseguimos reduzir em 50% o número de roubo de cargas neste período”, contou Garrett.

Comunicação e tecnologia

Uma das características comuns de todas as unidades da DCCP é a utilização da tecnologia na elucidação dos crimes. Câmeras de segurança constantemente são utilizadas na identificação dos marginais. “Temos que destacar aqui também a parceria com os veículos de comunicação, que nos ajudam a divulgar as imagens e com isso a elucidar os crimes”, disse Antunes, lembrando que ele sempre indica aos comerciantes a utilização de câmeras, preferencialmente, com boa resolução.