O primeiro dia útil desta semana poderia amanhecer sem a circulação dos ônibus do transporte coletivo de Curitiba e região metropolitana, mas a ameaça feita por meio de indicativo de greve na sexta-feira (5) por motoristas e cobradores não se confirmou. Os ônibus saíram das garagens normalmente e circulam sem problemas hoje. É que a maioria das empresas fez o pagamento da diferença salarial referente ao reajuste da data-base do mês de fevereiro ainda na sexta-feira, último prazo para o depósito. Esta informação foi confirmada na manhã desta segunda-feira (8) pelo presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores (Sindimoc). “As empresas pagaram os valores referentes ao acordo. Mas, os trabalhadores estão revoltados pela falta de comprometimento das empresas”, disse Anderson Teixeira.

Segundo o (Sindimoc) apenas algumas empresas não fizeram o pagamento da diferença, mas, em assembleias realizadas com esses funcionários na manhã desta segunda-feira, ficou decidido aguardar até o fim do dia para que o depóstio seja feito. “A empresa São José creditou prontamente e, assim, outras foram pagando no decorrer do dia”, disse o presidente.

Em março, ficou definido que as empresas pagariam, além do reajuste salarial, o valor retroativo referente ao mês de fevereiro, data-base da categoria. “Algumas empresas que não pagaram estão mantendo contato e até programando algo para hoje, final da tarde. Mas é uma parcela pequena”, disse ovice-presidente do Sindimoc,Dino Cesar.

Ainda, segundo Dino, a diretoria do Sindimoc ficou mobilizada durante este final de semana mediando informações entre empresas e trabalhadores. “Estamos fazendo levantamento daquelas que já pagaram e daquelas que ainda não pagaram e nem se manifestaram. Estamos torcendo que seja creditado este valor na conta deles para que assim, não seja prejudicado o transporte o público. Sabemos que quem está em débito mesmo são as empresas, já que a Urbs divulgou na sexta que está em dia com as empresas e que já teria pago todo o valor referente ao acordo firmado com os trabalhadores”, aponta Dino Cesar.