Por Felipe Ribeiro e Antônio Nascimento

O Dia dos Pais teoricamente é o dia deles, mas em centenas de famílias é também o dia delas. Uma dessas histórias chegou até a redação da Banda B neste domingo (10) e mostra como humildes guerreiras podem muitas vezes suprir a ausência da figura masculina. Angélica Janssen Vieira, de 58 anos, teve complicações no parto dos filhos gêmeos no ano de 1992, teve dificuldades com a separação no decorrer dos anos e ainda mais com o falecimento do pai dos três filhos em 2010, o que a fez fazer o papel de mãe e pai ao mesmo tempo.

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Foto: Antônio Nascimento – Banda B

Frutos das complicações no parto, Luiz Gustavo Janssen Vieira, de 22 anos, e seu irmão gêmeo Luiz Henrique sofreram com uma paralisia da coordenação motora, mas graças a perseverança da mãe, ambos estão prestes a se formar num curso superior. Luiz Gustavo se forma em fevereiro no curso de Comunicação Social e Luiz Henrique cursa Ciências Contábeis.

“Devo tudo a minha mãe, hoje faz quatro anos que meu pai morreu, mas foi sempre ela quem me criou e hoje segue me ajudando, já que minha paralisia me impede de fazer várias coisas”, comentou Luiz Gustavo.

Luiz Henrique conseguiu superar com fisioterapia a paralisia, já Luiz Gustavo conta com um verdadeiro anjo da guarda para realizar as atividades normais. “Eu levo ele todos os dias de ônibus para o trabalho e para a faculdade. É uma luta, mas não tenho preguiça. Sou mãe, sou pai, sou tudo isso”, diz Angélica.

Além da luta diária, o domingo foi muito especial para a família, já que um simples churrasco na hora do almoço, tradicional papel do pai, celebrou o dia dela, o Dia dos Pais.