Por Marina Sequinel e Luiz Henrique de Oliveira

A aposentada Maria Matilde Betim Pedroso, moradora de Piraquara, na região metropolitana de Curitiba, levou um susto ao receber uma ligação da filha Valdirene. Isso porque, um pouco antes, a polícia havia procurado a família para dizer que ela havia sido encontrada morta em um terreno baldio da cidade.

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Mulher foi encontrada morta nesta quarta-feira. (Foto: Djalma Malaquias – Banda B)

A confusão aconteceu porque a verdadeira vítima, já devidamente identificada como Ana Paula da Silva dos Santos Barbosa, estava com o documento de identidade de Valdirene. “Eles vieram até a minha casa e me disseram que a minha filha havia sido assassinada. Até chamaram a família para reconhecer o corpo, mas me orientaram a não ir, porque imaginaram que poderia me dar alguma coisa, já que estou bem doente”, disse Maria Matilde em entrevista à Banda B nesta quinta-feira (5).

Ela quase nem acreditou quando recebeu a ligação de Valdirene. “Eu só fiquei falando ‘como assim? Estão dizendo que mataram você! Vieram aqui me avisar’. Eu dei graças a Deus que ela está bem, foi um alívio enorme”, completou a aposentada.

A princípio, a reportagem havia recebido a informação de que o erro na identificação teria sido causado por um problema na análise das impressões digitais. Mas o Instituto Médico Legal (IML) explicou que, na verdade, a mulher encontrada morta estava com o RG de Valdirene.

“Um parente informou que a Ana Paula pegou o documento da Valdirene para buscar um remédio para ela na farmácia. A família da vítima já veio até o Instituto e segue agora com os procedimentos para a liberação do corpo”, afirmou uma funcionária do IML. Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp) confirmou a versão repassada pelo Instituto.

Investigações

Ainda não há informações sobre como Ana Paula e Valdirene se conheciam. Os investigadores da Delegacia de Piraquara continuam os trabalhos para desvendar o quebra-cabeça que envolve a morte da mulher na Rua das Andorinhas.

Existe a suspeita de que ela tenha sofrido um abuso, porque a calça estava aberta e a blusa erguida até a altura do ombro. Ela tinha vários ferimentos na região da cabeça. A principal hipótese é de que o crime tenha acontecido em outro local e o corpo dispensado no terreno.

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